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O caminho de Fonseca em Wimbledon

  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

João Fonseca estreia em Wimbledon contra o espanhol Roberto Bautista Agut, ex-top 10 e hoje 163º do mundo, num caminho que pode reservar Andrey Rublev na terceira rodada e Novak Djokovic nas oitavas de final. O carioca conheceu sua trajetória no All England Club no sorteio desta sexta-feira. O Grand Slam começa na segunda-feira.


Tenista com boné branco e camisa roxa, mão enfaixada levantada, em quadra, olhando atento com expressão séria.
(Foto: FFT)

Cabeça de chave 24 e número 27 do ranking, Fonseca cai num quadrante movimentado. A boa notícia é a largada: aos 38 anos, Bautista Agut faz sua temporada de despedida do circuito e somou apenas quatro vitórias de nível ATP desde janeiro. Sua melhor campanha em Wimbledon foi a semifinal de 2019, mas isso ficou para trás. O confronto é inédito, e o brasileiro defende a terceira rodada do ano passado.


Se confirmar o favoritismo, Fonseca enfrenta na segunda rodada quem passar do duelo entre o holandês Jesper de Jong, 74º, e o australiano Rinky Hijikata, 83º. O retrospecto pesa de um lado: o carioca perdeu para de Jong na estreia do challenger de Estoril de 2025. Contra Hijikata, nunca jogou. São dois adversários do top 85, nenhum deles trivial na grama.


Rublev e a memória de Melbourne

O primeiro cabeça de chave no caminho do brasileiro é Andrey Rublev, 12º favorito e quadrifinalista de Wimbledon em 2023. O russo estreia em duelo nacional contra o qualificado Roman Safiullin, 127º, e pode ter na sequência Aleksandar Kovacevic ou Botic van de Zandschulp. Fonseca e Rublev se cruzaram uma vez. Foi no Australian Open de 2025, e o brasileiro venceu em sets diretos numa estreia que surpreendeu o circuito. Rublev não esqueceu.


O reencontro que ninguém precisa explicar

Esse é o quadrante de Novak Djokovic. O heptacampeão de Wimbledon, hoje oitavo do mundo, estreia contra o chinês Yibing Wu e projeta um possível reencontro com Fonseca nas oitavas. Não faz um mês que os dois se enfrentaram em Roland Garros, na terceira rodada, e o brasileiro saiu com a vitória mais comentada da temporada: virada por 3 sets a 2, parciais de 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5, depois de 4h53 de jogo. Foi o primeiro teenager a derrotar o sérvio num Grand Slam. Repetir a dose na grama, palco onde Djokovic conquistou sete títulos, seria outra história. Mas a sombra do que aconteteu em Paris já está plantada na chave.


Antes de Wimbledon, Fonseca teve semana cheia. No ATP de Halle, caiu na estreia diante do alemão Yannick Hanfmann, mas chegou à final de duplas ao lado de Daniel Altmaier, ficando com o vice. Depois, desistiu do ATP 250 de Eastbourne por desconforto no ombro direito.


Chave projetada do João Fonseca em Wimbledon:


R1: Agut (163º)

R2: de Jong (74º) / Hijikata (83º)

R3: Rublev (13º) / van de Zandschulp (52º)

OF: Djoković (8º) / Rinderknech (28º)

QF: Aliassime (4º) / Tien (18º)

SF: Sinner (1º) / Medvedev (9º)

F: Zverev (3º) / Shelton (5º)


Bia tem uzbeque na estreia e Rybakina no horizonte

O sorteio também traçou o caminho de Beatriz Haddad Maia. A paulista estreia contra a uzbeque Maria Timofeeva, 22 anos e 92ª colocada, uma posição abaixo de sua melhor marca. Será o segundo duelo entre elas, e o primeiro também foi em Grand Slam: vitória de Timofeeva em sets diretos na terceira rodada do Australian Open de 2024.


Os momentos das duas não poderiam ser mais opostos. Bia vem de sete derrotas seguidas. A uzbeque chega embalada: foi cabeça de chave 1 do qualifying, furou o quali e, antes disso, conquistou o título do WTA 125 de Makarska, depois de cair na segunda rodada do quali de Roland Garros. Quem avançar tende a cruzar na segunda rodada com a belga Elise Mertens, cabeça 25, que tem estreia complicada contra a experiente alemã Laura Siegemund, quartas de final no All England Club no ano passado.


A tabela ainda reservou um obstáculo duríssimo na terceira rodada, fase em que Bia eventualmente encontraria a cazaque Elena Rybakina, segunda favorita ao título e na briga pela liderança do ranking com a bielorrussa Aryna Sabalenka. O reencontro teria gosto de revanche: Bia tem dois títulos na grama, ambos em 2022, quando venceu Nottingham e Birmingham em sequência, e sua melhor campanha em Wimbledon foi justamente em 2023, quando chegou às oitavas e perdeu para Rybakina.



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