Rio Open confirma número 1 do mundo do tênis em cadeira de rodas
- Raphael Favilla

- há 1 hora
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Pelo terceiro ano consecutivo, o Wheelchair Tennis Elite será um dos pilares da programação do Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul. A edição de 2026, disputada entre os dias 19 e 21 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro, ganha ainda mais peso com a confirmação do japonês Tokito Oda, atual número 1 do mundo do tênis em cadeira de rodas e recém-coroado campeão do Australian Open.
A presença de Oda eleva o nível técnico e simbólico da competição, que volta a reunir alguns dos principais nomes da modalidade no cenário internacional. Além do líder do ranking, também estão confirmados o espanhol Martín de la Puente, terceiro do mundo e atual campeão do evento, o argentino Gustavo Fernández, quarto colocado no ranking e uma das lendas do esporte, e o brasileiro Daniel Rodrigues, principal representante nacional da modalidade.

“O Wheelchair Tennis Elite ocupa um lugar muito especial dentro do Rio Open. É uma iniciativa que amplia o significado do torneio e reforça nossa missão de entregar um evento que vai além da competição”, destacou Marcia Casz, diretora geral do Rio Open. “Receber atletas de altíssimo nível do tênis em cadeira de rodas na nossa programação é reconhecer a grandeza dessa modalidade e proporcionar ao público a oportunidade de vivenciar histórias de talento, dedicação e superação em um palco de máxima visibilidade”, completou.
Jovem fenômeno japonês lidera nova geração
Grande atração da edição de 2026, Tokito Oda segue escrevendo uma trajetória histórica mesmo com apenas 19 anos. Apontado como sucessor da lenda Shingo Kunieda, dono de 50 títulos de Grand Slam e presente na edição inaugural do Wheelchair Tennis Elite em 2024, o japonês já ocupa um lugar de destaque definitivo na elite da modalidade.
Oda soma 39 títulos na carreira, sendo oito de Grand Slam: Roland Garros em 2023, 2024 e 2025; Wimbledon em 2023 e 2025; Australian Open em 2024 e 2026; além do US Open em 2025. Ele também entrou para a história ao se tornar o mais jovem tenista a conquistar os quatro principais torneios do circuito, além da medalha de ouro paralímpica nos Jogos de Paris.
Em 2023, Oda já havia quebrado outro recorde ao se tornar o mais jovem campeão de Grand Slam da modalidade, ao vencer Roland Garros com apenas 17 anos, e posteriormente também o mais jovem líder do ranking mundial.
Campeão retorna, lenda argentina e força brasileira completam o elenco
Atual campeão do Wheelchair Tennis Elite, Martín de la Puente retorna ao Rio para defender o título conquistado no ano passado. Terceiro do ranking mundial de simples, o espanhol soma 36 títulos na carreira e também se destaca nas duplas, onde já venceu o US Open (2022) e Wimbledon (2025). Medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos de Paris, De la Puente foi número 1 do mundo nas duplas em 2022 e representa a Espanha em Paralimpíadas desde 2016, quando tinha apenas 17 anos.
Outra presença de peso é a de Gustavo Fernández, ex-número 1 do mundo e considerado uma das maiores referências da história do tênis em cadeira de rodas. O argentino acumula 70 títulos, sendo nove de Grand Slam. Em simples, foi campeão de Roland Garros em 2016 e 2019, do Australian Open em 2017 e 2019 e de Wimbledon em 2019. Nas duplas, venceu Wimbledon em 2015 e 2022, Roland Garros em 2019 e o US Open no ano passado, justamente ao lado de Tokito Oda. Em Paris 2024, Fernández entrou para a história ao se tornar o primeiro sul-americano medalhista paralímpico na modalidade, com o bronze.
Fechando o quarteto está o brasileiro Daniel Rodrigues, atual número 1 do país e 14º do ranking mundial. Presente nas quatro últimas edições dos Jogos Paralímpicos, Rodrigues soma 34 títulos na carreira, além de duas medalhas de prata e três de bronze em Jogos Parapan-Americanos. No início deste ano, o brasileiro disputou seu primeiro Australian Open, reforçando o momento de crescimento no circuito internacional.
Estrutura, inclusão e protagonismo além das quadras
Os confrontos do Wheelchair Tennis Elite começam no dia 19 de fevereiro, com as semifinais, em partidas ainda a serem sorteadas. A final de simples acontece no dia 20, enquanto o dia 21 será dedicado a uma exibição de duplas, encerrando a participação da modalidade no torneio.
Para Thomaz Costa, vice-diretor do Rio Open, o evento vai muito além do aspecto esportivo. “O Rio Open sempre teve no seu DNA a valorização da diversidade, da acessibilidade e da inclusão. O Wheelchair Tennis Elite traduz exatamente esse olhar”, afirmou. “Ter os números 1, 3 e 4 do mundo, além de um representante brasileiro que acaba de disputar seu primeiro Grand Slam, reforça nosso compromisso de dar visibilidade ao esporte paralímpico e de usar o tênis como ferramenta de transformação social.”
O torneio conta com estrutura totalmente acessível em todo o complexo do Jockey Club Brasileiro, seguindo normas que facilitam a circulação e a acomodação de pessoas com deficiência. Ao longo dos últimos anos, o Wheelchair Tennis Elite também já recebeu nomes históricos como Alfie Hewett, Gordon Reid e Daniel Caverzaschi, além de promover partidas especiais envolvendo atletas do circuito tradicional, como João Fonseca e Juan Martín del Potro, e homenagens a jovens talentos do tênis em cadeira de rodas.
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