Stefani garante melhor ranking da carreira e mira semifinal inédita e top 5 em Wimbledon
- 7 de jul.
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Luísa Stefani já subiu ao melhor ranking da carreira ao alcançar as quartas de final das duplas femininas em Wimbledon, e nesta quarta-feira volta a quadra atrás de dois objetivos maiores: a primeira semifinal na história do torneio e a entrada no top 5 mundial. A brasileira e a canadense Gabriela Dabrowski enfrentam a polonesa Katarzyna Piter e a tcheca Anna Siskova por volta das 10h30 de Brasília.

Paulista de 28 anos, Stefani começou a chave como número 7 do mundo entre as especialistas em duplas e chega pela terceira vez às quartas em Londres. Os resultados desta semana já lhe garantem a posição da belga Elise Mertens, que defendia o título de duplas do ano passado. Uma vitória a mais nesta quarta e ela ultrapassa a cazaque Anna Danilina para assumir o quinto lugar. O torneio, aliás, é o único Grand Slam em que Luísa ainda não passou das quartas.
Stefani e Dabrowski, cabeças de chave número 2, não perderam um set sequer até aqui. Nesta terça, despacharam a australiana Storm Hunter e a norte-americana Caty McNally por 6/1 e 6/4, em pouco mais de uma hora. Foi a sétima vitória seguida da parceria, que vem embalada pelo título no WTA 250 de Eastbourne, na última semana de preparação sobre a grama.
O jogo desta terça
Diante de adversárias de bom currículo em duplas, Hunter foi número 1 do ranking e finalista de Wimbledon em 2023, McNally tem duas decisões de US Open, a atuação das brasileira e canadense foi firme do começo ao fim.
Foram duas quebras logo no primeiro set, ambas em cima do saque mais frágil da canhota australiana. A parcial por muito pouco não terminou em 4/0: grandes jogadas de McNally evitaram o massacre. Sólidas no serviço e agressivas nas devoluções, a dupla fechou o set em 30 minutos.
No segundo, mais uma quebra precoce, desta vez sobre McNally. As favoritas cederam apenas um ponto em dois jogos de saque, até o único tropeço da noite: Stefani perdeu o serviço com uma dupla falta. A resposta foi imediata. Nova quebra em cima de Hunter, e daí em diante nada mais atrapalhou.
A fala de Stefani
"Mais um ótimo jogo, muito bom primeiro set e início do segundo também. Eu oscilei um pouco no começo do segundo, mas a Gaby fez um jogo extremamente sólido do começo ao fim", disse Stefani após a partida.
"Só uma quebra no começo do segundo set, quando encaramos super bem e voltamos, quebrando de volta para não perder o momento e mantendo elas sob pressão", acrescentou. "Condições difíceis com o vento, então um pouco mais complicado de conectar bem e fazer bolas limpas, mas foi um grande jogo e bem finalizado".
A caça ao primeiro Slam
Stefani ainda persegue um título inédito de Grand Slam nas duplas femininas. Com Dabrowski, já disputou as semifinais do Australian Open e de Roland Garros nesta temporada. Antes, tinha ido à mesma fase no US Open de 2021 e voltado a Nova York como semifinalista em 2023, ao lado da norte-americana Jennifer Brady.
As três aparições nas quartas de Wimbledon vieram cada uma com uma parceira diferente. A primeira foi em 2023, com a francesa Caroline Garcia; a segunda no ano passado, com a húngara Timea Babos; agora, com Dabrowski. É o último Major em que ainda não jogou uma semifinal.
Do outro lado da rede, uma dupla com bagagem de sobra. Dabrowski já decidiu Wimbledon duas vezes, em 2019 e 2024, primeiro com Yifan Xu e depois com Erin Routliffe, além de uma semifinal em 2018. Seus dois títulos de Slam, no entanto, vieram no US Open.
As adversárias
Piter e Siskova chegam às quartas depois de eliminarem a tcheca Linda Noskova e a eslovaca Rebecca Sramkova por 7/5 e 6/4. Para a polonesa, de 35 anos, é a melhor campanha da carreira em Grand Slam.
No ranking da temporada, Stefani e Dabrowski seguem em terceiro e podem até assumir a liderança: precisam do título e de uma derrota das líderes Taylor Townsend e Katerina Siniakova antes da semifinal. Muita conta para uma quarta-feira de manhã. Uma vitória por vez.
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