Um jejum de 35 anos pode ser encerrado neste final de semana por Naná ou Victória
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Victória Barros e Nauhany Silva venceram suas quartas de final nesta sexta-feira e garantiram vagas nas semifinais do Banana Bowl, na catarinense Gaspar, colocando o Brasil diante de uma chance que o tênis feminino do país não tinha há 35 anos: encerrar o jejum que se arrasta desde 1991.
A última brasileira a levantar o troféu feminino do Banana Bowl foi Roberta Burzagli. De lá para cá, o torneio, que já havia revelado John McEnroe, chegou à 56ª edição, apresentando outros nomes no início de carreira como João Fonseca e Carlos Alcaraz.
O título das meninas nunca mais ficou em mãos da casa. Victória e Naná querem mudar isso agora. Se as duas vencerem neste sábado, Gaspar terá uma final toda brasileira pela primeira vez desde 1986, quando Gisele Miró derrotou Gisele Faria. Uma possibilidade que, até esta tarde, parecia distante no calendário e voltou a existir em dois sets.

Victória chegou às semis sem pestanejar. A potiguar de 16 anos, número 12 do mundo e principal cabeça de chave, desmontou a romena Maia Burcescu, sexta favorita e 35ª do ranking, com duplo 6/2. Amanhã enfrenta a argentina Luna Cinalli, de 17 anos e 47ª do ranking, que avançou ao superar a japonesa Ran Wakana por 6/4, 4/6 e 6/3.
Naná teve mais resistência pela frente, mas não muito mais. Superou a jamaicana Alyssa James, de 18 anos e 67ª do ranking, por 6/3 e 6/4, e vai encarar a adversária mais complicada do caminho: Sol Larraya, segunda cabeça de chave, argentina de 18 anos e 17ª do mundo. O detalhe que dá confiança: Nauhany já venceu Larraya duas vezes. Uma delas neste ano, na final do J300 Sul-Americano de Santa Cruz, na Bolívia, onde virou o placar de 5/7 no primeiro set e fechou em 6/0 no terceiro.

A fase de Naná
Nauhany chegou ao Banana Bowl embalada por dois títulos consecutivos de J300. Duas semanas antes da Brasil Juniors Cup de Porto Alegre, havia vencido exatamente o torneio de Santa Cruz. Em Porto Alegre, na semana passada, faturou simples e duplas sem ceder um set sequer. Chega à semifinal como a 19ª do mundo, e com 250 pontos já assegurados está perto de entrar no top 15 do ranking juvenil pela primeira vez na carreira.
Victória pode ir ainda mais longe. A natal que hoje treina na França é a número 12 do mundo e entra no top 10 se alcançar a final. A campeã do Banana Bowl recebe 500 pontos no ranking mundial juvenil, a vice leva 350 e cada semifinalista assegura 250. O ranking leva em conta os seis melhores resultados em simples, mais 25% da soma entre as seis melhores pontuações em duplas.
Marca já garantida
As duas são as primeiras brasileiras nas semifinais do Banana Bowl desde a paulista Olívia Carneiro, em 2023. Tabu já quebrado. A última finalista havia sido Roxane Vaisemberg, em 2006. O título, como já foi dito, não vem desde 1991. São três marcas históricas em jogo no mesmo fim de semana. Se as duas forem finalistas, repetindo a decisão 100% nacional, serão quatro.
Brasileiros também nas duplas
Nas duplas femininas, Naná e a própria Larraya, principais cabeças de chave, enfrentam na semifinal a paulista Alicia Reichel e a japonesa Ran Wakana. Na outra chave, Victória e a gaúcha Pietra Rivoli disputam vaga na final contra a jamaicana Alyssa James e a romena Maia Burcescu. No masculino, Pedro Chabalgoity e Leonardo Storck estão nas semifinais de duplas e enfrentam o equatoriano Emilio Camacho e o norte-americano Jack Secord.
As duas semifinais de simples são neste sábado, com transmissão da ESPN a partir das 10h (horário de Brasília). A final é no domingo.
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