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Uma final para entrar na história do tênis em Melbourne

Atualizado: há 2 dias

A final masculina do Australian Open 2026, marcada para começar às 5h30 deste domingo, já nasce histórica antes mesmo da primeira bola ser colocada em jogo. Frente a frente estarão Carlos Alcaraz e Novak Djokovic, em um duelo que carrega peso máximo para ambos os lados: Grand Slam de carreira para o espanhol ou recorde absoluto de títulos de Slam para o sérvio.


De um lado, Djokovic já é o maior campeão masculino da história dos Grand Slams, com 24 títulos, e está empatado no topo geral com a australiana Margaret Court. Um triunfo em Melbourne o colocaria isolado como o maior vencedor de todos os tempos, justamente no país de Court e no torneio em que mais venceu na carreira. Do outro, Alcaraz tenta escrever uma página única ao se tornar o mais jovem tenista a completar o Grand Slam de carreira, vencendo ao menos uma vez os quatro principais torneios do circuito.


Carlos Alcaraz e Novak Djokovic
Foto: Corinne Dubreuil/FFT

Aos 22 anos e 272 dias, o espanhol busca quebrar uma marca que atravessa gerações. O recorde atual pertence a Don Budge, que fechou o Grand Slam de carreira em Roland Garros de 1938, quando tinha 22 anos e 363 dias. Alcaraz já havia se tornado o mais jovem a disputar finais nos quatro Slams e agora tenta transformar essa precocidade em um feito definitivo.


O confronto direto ajuda a dimensionar o equilíbrio e a rivalidade. Será o 10º duelo entre eles, com Djokovic levando vantagem mínima, somando cinco vitórias contra quatro derrotas. Em partidas de Grand Slam, porém, o cenário se inverte: Alcaraz lidera por 3 a 2. O sérvio, por sua vez, venceu o único encontro entre eles em Melbourne, nas quartas de final do Australian Open do ano passado. Em finais, o retrospecto é rigorosamente empatado, com duas vitórias para cada lado.


A caminhada até a decisão também reforça o peso do duelo. Algoz do italiano Jannik Sinner nas semifinais, Djokovic tenta quebrar o recente duopólio estabelecido por Sinner e Alcaraz, que venceram todos os títulos de Grand Slam dos últimos dois anos. Nesse período, apenas quatro jogadores além da dupla conseguiram chegar a finais deste nível: o próprio Djokovic, o russo Daniil Medvedev, o alemão Alexander Zverev e o norte-americano Taylor Fritz.


Para o espanhol, o título representaria mais do que uma conquista individual. Caso Alcaraz levante a taça, ele e Sinner manterão o domínio recente dos Grand Slams, alcançando uma sequência que se tornaria a segunda maior da história, empatada com os nove títulos consecutivos conquistados por Djokovic e Rafael Nadal entre Roland Garros de 2010 e Roland Garros de 2012. A maior série permanece sendo a de Roger Federer e Nadal, com 11 títulos seguidos entre Roland Garros de 2005 e o US Open de 2007.


A rivalidade entre Alcaraz e Djokovic já produziu capítulos marcantes em todas as superfícies e nos maiores palcos do circuito. Desde o primeiro encontro, na semifinal do Masters 1000 de Madri em 2022, passando por decisões emblemáticas como as finais de Wimbledon em 2023 e 2024, o duelo olímpico em Paris 2024 e confrontos decisivos em Grand Slams, a história vem sendo escrita ponto a ponto.


Nadal enaltece feito de Djokovic, mas não esconde torcida por Alcaraz

De volta a Melbourne para o tradicional evento Noite das Lendas, Rafael Nadal evitou apontar um favorito para a final masculina do Australian Open entre Novak Djokovic e Carlos Alcaraz, mas fez questão de contextualizar o peso histórico do momento e deixar clara sua inclinação afetiva. O espanhol exaltou a longevidade competitiva de Djokovic, destacando o sérvio como um exemplo raro de comprometimento e resiliência em uma idade na qual, segundo ele, “é difícil continuar competitivo” no circuito. Mesmo reconhecendo que Novak já não está no auge físico, Nadal ressaltou que o nível apresentado segue altíssimo e não descartou a possibilidade de um 25º título de Grand Slam.


Rafael Nadal (Foto: Tennis Australia)
(Foto: Tennis Australia)

Ao mesmo tempo, Nadal não escondeu a torcida por Alcaraz. Com naturalidade, afirmou que ficaria feliz caso Djokovic ampliasse ainda mais seu legado, mas admitiu que, tendo de escolher um lado, estará com o compatriota. A relação próxima com Carlos, construída em convocações olímpicas e na equipe espanhola, pesa na escolha, embora Nadal tenha deixado claro que o jovem de 22 anos não precisa de conselhos externos, cercado por uma equipe sólida e um método próprio de trabalho.



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