Victória Barros inicia campanha no Orange Bowl nesta segunda, mirando o top 10
- Raphael Favilla

- 8 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
A semana em Fort Lauderdale começa com expectativas elevadas para Victória Barros. Aos 15 anos, a potiguar vive a melhor fase da carreira e chega ao Orange Bowl, um dos torneios juvenis mais tradicionais do mundo, como principal cabeça de chave e número 12 do ranking mundial juvenil, sua melhor marca até aqui. O torneio ITF J500, disputado no saibro, é historicamente um dos palcos mais importantes para jovens que buscam acelerar a transição ao profissional, e Victória tem exatamente esse objetivo em 2024: entrar no top 10 para ampliar os benefícios oferecidos pela Federação Internacional de Tênis.
Vinda de um vice-campeonato no J500 de Mérida, no México, Victória estreia nesta segunda-feira contra a polonesa Maja Pawelska, de 17 anos e atual 79ª do ranking. Se confirmar o favoritismo, enfrentará a ucraniana Antonina Sushkova ou a norte-americana Isabelle De Luccia na segunda rodada. No mesmo quadrante da chave também está a britânica Allegra Davies, cabeça 14, sua possível adversária nas fases seguintes.

A campanha sólida no México consolidou a ascensão da brasileira, que aos poucos se firma como uma das principais juvenis do circuito. O avanço ao top 10, agora ao alcance, representaria vagas diretas em torneios profissionais em 2025 e participação ampliada nos programas de aceleração da ITF, uma etapa crucial para jovens que já despontam em alto nível.
No masculino, o Brasil também chega com nomes em crescente evidência. Pedro Chabalgoity, do Distrito Federal, tenta manter o ritmo após alcançar as oitavas no J300 de Bradenton na semana anterior. Sua estreia será contra o norte-americano Vihaan Reddy. Em caso de vitória, ele poderá reencontrar Michael Antonius, adversário que superou no torneio anterior, ou enfrentar o japonês Takahiro Kawaguchi.
Livas Damazio fura o quali
O domingo marcou ainda a boa campanha de Livas Damazio, que furou o qualifying após uma rodada dupla emocionante. Primeiro, venceu o norte-americano Anthony Dry por 6/4, 3/6 e 10-6. Depois, salvando três match points, derrotou o convidado Giovanni Rezk por 3/6, 6/3 e 13-11. Seu primeiro compromisso na chave principal será contra o anfitrião Benjamin Saltman.
Outros brasileiros também entraram em quadra no quali, mas sem o mesmo sucesso. Eduardo Trovo foi eliminado na segunda rodada pelo israelense Tim Vaisman por 7/5 e 6/1. Laís Shibata caiu diante da norte-americana Sarah Ye por 6/0 e 6/2, enquanto Clara Elkind venceu a mexicana Tamara Herman por 6/2 e 6/3, mas perdeu a vaga na chave ao ser superada pela holandesa Fleur De Bresser por 6/1 e 6/0.
Criado em 1947, o Orange Bowl tem uma lista de campeões que ajudou a moldar a história do tênis mundial. O Brasil já levou o título duas vezes, com Maria Esther Bueno em 1957 e Thomaz Koch em 1963. Nomes como Bjorn Borg, Ivan Lendl, John McEnroe, Jim Courier, Andy Roddick, Roger Federer e Dominic Thiem passaram por Fort Lauderdale antes de brilharem no circuito profissional. Nos últimos anos, Sofia Kenin, Bianca Andreescu e Coco Gauff repetiram o roteiro: venceram o Orange Bowl no juvenil e mais tarde se tornaram campeãs de Grand Slam.
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