Wawrinka comanda dia épico na United Cup e lidera vitória suíça sobre a França
- Raphael Favilla

- 3 de jan.
- 4 min de leitura
A sexta-feira da United Cup teve em Stan Wawrinka seu grande protagonista. Aos 40 anos, o suíço protagonizou uma das partidas mais marcantes desta edição do torneio ao vencer uma batalha de 3h18 contra Arthur Rinderknech, resultado que foi decisivo para a vitória da Suíça por 3 a 0 sobre a França, em Perth, pelo Grupo C da competição.

Em uma temporada que já foi anunciada como a última de sua carreira profissional, Wawrinka voltou a mostrar resiliência, competitividade e alto nível técnico ao virar o duelo por 5/7, 7/6 (7-5) e 7/6 (7-5), selando um triunfo que colocou os suíços na liderança momentânea da chave, que ainda conta com a favorita Itália.
Mais cedo, Belinda Bencic abriu o confronto com uma atuação sólida ao superar Leolia Jeanjean por 6/2 e 6/4. Com a série já definida, Bencic retornou à quadra ao lado de Jakub Paul e confirmou o 3 a 0 ao vencerem Tiantsoa Rajaonah e o veterano Edouard Roger-Vasselin por 6/2, 5/7 e 10-2.
Com o resultado, a Suíça volta à quadra no domingo para enfrentar a Itália, em duelo que pode definir o líder do grupo. A França, por sua vez, só retorna à competição na terça-feira. Avançam às quartas de final os seis campeões de grupo e os dois melhores segundos colocados.
Espírito de luta marca atuação de Wawrinka
Exausto, mas emocionado após a vitória, Wawrinka destacou o peso do apoio do público e a necessidade de buscar soluções ao longo de um confronto extremamente físico.
“Foi uma sensação incrível sentir o apoio da torcida. Foi uma partida muito dura, lutei até o final, tentei ser mais agressivo do que o normal e encontrar soluções. Estou muito orgulhoso do meu espírito de luta e do nível de tênis que apresentei”, afirmou o suíço.
O desempenho ganha ainda mais relevância por marcar o início de uma temporada especial. Dono de três títulos de Grand Slam, Wawrinka já confirmou que 2026 será seu último ano no circuito profissional.
“Vai ser especial, mas será meu último ano. Depois de mais de 20 anos no circuito, claro que será muito especial jogar pela última vez todos esses torneios”, disse o ex-número 3 do mundo.
Apesar do simbolismo, ele garantiu que o foco segue sendo competitivo. “Um ano é muito tempo. Há muito tênis para jogar, com sorte, e alguns bons resultados. Sou muito grato por poder disputar esses torneios pela última vez.”
O suíço também falou sobre a relação com os fãs, intensificada após o anúncio da aposentadoria. “Sou apaixonado por este esporte desde sempre. Gosto muito de estar em turnê, viajar e jogar diante de todo esse público. Essa é uma das razões pelas quais continuei jogando por tanto tempo.”
Entre os objetivos para o último ano da carreira, Wawrinka foi direto ao abordar a questão física. “O risco de lesões aumenta quando você fica mais velho. Um dos meus objetivos é poder terminar jogando tênis e não ter que parar por causa de uma lesão.”
China vira sobre a Bélgica e assume liderança em Sydney
Na abertura das disputas em Sydney, a China buscou uma importante virada sobre a Bélgica pelo Grupo B. Os belgas saíram na frente com a vitória de Elise Mertens sobre Lin Zhu por duplo 6/2, mas Zhizhen Zhang reagiu ao bater Zizou Bergs por 6/7 (2-7), 7/6 (7-3) e 7/5 em um duelo de 2h53.
A definição ficou para as duplas mistas, e novamente os chineses mostraram força mental. Lin Zhu e Zhang superaram Mertens e Bergs por 5/7, 7/6 (7-5) e 10-6. Com o resultado, a China lidera o grupo e pode garantir vaga nas quartas já no domingo, caso vença o Canadá.
Gauff lidera virada dos EUA contra a Argentina em Perth
Também em Perth, os Estados Unidos conquistaram uma vitória fundamental no Grupo A ao virarem o confronto contra a Argentina. Após Sebastian Baez surpreender Taylor Fritz por 4/6, 7/5 e 6/4, coube a Coco Gauff comandar a reação norte-americana.
A número 3 do mundo venceu Solana Sierra por duplo 6/1 no simples e voltou à quadra ao lado de Christian Harrison para bater Maria Carlé e Guido Andreozzi por 6/4 e 6/1 nas duplas mistas.

Com o triunfo, os EUA assumem a vice-liderança do grupo e dependem apenas de uma vitória sobre a Espanha, na segunda-feira, para garantir a classificação. A Argentina segue líder, mas precisa torcer por um triunfo espanhol para avançar na primeira colocação.
Austrália supera susto da Noruega e vence em casa
Jogando em Sydney, a Austrália também comemorou sua primeira vitória na competição. Storm Hunter abriu o confronto ao bater Malene Helgo por 6/2 e 7/6 (7-3), mas Casper Ruud respondeu ao superar Alex de Minaur por duplo 6/3, levando a decisão para as duplas mistas.
Inicialmente escalado, Ruud deu lugar a Viktor Durasovic, que atuou ao lado de Ulrikke Eikeri. A dupla norueguesa venceu o primeiro set, mas Hunter e John Patrick Smith reagiram para fechar o jogo por 4/6, 6/1 e 10-4.
Com o resultado, a Austrália assume a liderança provisória do Grupo D, que ainda terá a estreia da Tchéquia diante da Noruega e encerra a chave contra os donos da casa.
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