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Wawrinka confirma despedida da Copa Davis no Brasil e mira duelo com Fonseca no Rio

8 de set.
3 min de leitura

Stan Wawrinka vai disputar o último confronto de Copa Davis da carreira em solo brasileiro. Nesta terça-feira, a federação suíça confirmou a presença do veterano na equipe que enfrenta o Brasil nos dias 18 e 19 de setembro, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro.


Cinco homens de casaco esportivo vermelho e branco, de braços cruzados, posam sorrindo sobre fundo branco.
Foto: Swiss Tennis

Aos 41 anos, o suíço soma 58 partidas e 28 vitórias pela seleção nacional ao longo da carreira, com destaque para o título de 2014, o único da Suíça na competição, conquistado ao lado de Roger Federer. Atualmente na 127ª posição do ranking da ATP, Wawrinka já foi número 3 do mundo e acumula três troféus de Grand Slam: Aberto da Austrália de 2014, Roland Garros de 2015 e US Open de 2016. É a temporada de despedida do circuito, e o Rio entra no roteiro final.


"Estou muito feliz por poder representar a Suíça pela última vez na Copa Davis em meu último ano, depois de todas as emoções que vivi graças a esta equipe", afirmou Wawrinka.


O suíço lidera a convocação, mas quem vai definir se ele entra em quadra é o capitão Severin Lüthi, que foi treinador de Roger Federer por 15 anos e comanda a seleção suíça desde 2005. Lüthi convocou ainda Remy Bertola (174º do mundo), Jerome Kym (178º), Dominic Stricker (273º) e o duplista Jakub Paul (65º nas duplas). Se for escalado para as simples, Wawrinka pode cruzar com João Fonseca, número 1 do Brasil, no segundo dia de confrontos.


João Fonseca lidera o Brasil na volta ao Rio

Do lado brasileiro, o carioca João Fonseca lidera a equipe comandada por Jaime Oncins. Fonseca desistiu do US Open depois de sentir um desconforto no abdômen ainda no Masters 1000 de Cincinnati, torneio em que venceu o holandês Botic van de Zandschulp antes de se retirar. Atualmente na 33ª posição do ranking, o brasileiro segue em tratamento, e sua presença em quadra no Rio depende da evolução da lesão.


Completam a lista os paulistas Gustavo Heide e Matheus Pucinelli e os gaúchos Orlando Luz e Rafael Matos, dupla que já defendeu o país em duelos recentes da Davis.


O que está em jogo

O confronto vale a permanência do Brasil no Grupo Mundial I. Em fevereiro, a equipe brasileira caiu diante do Canadá, em Vancouver, por 3 a 2, na segunda rodada dos qualifiers, e agora precisa vencer a Suíça para não ser rebaixada ao Grupo Mundial II.


O Brasil vai jogar em casa fora do saibro. A Farmasi Arena recebe a disputa em quadra rápida e coberta. "Pela primeira vez em muito tempo, tomamos uma decisão que foge do tradicional", explicou Jaime Oncin, sobre a mudança de piso motivada pela adaptação recente dos jogadores brasileiros a superfícies diferentes do saibro fora de casa.


Duas vezes na história, uma para cada lado

Brasil e Suíça se cruzaram apenas duas vezes na Davis. Em 1954, o time brasileiro venceu por 3 a 1, em Montreux. A revanche veio em 1992, quando os suíços bateram o Brasil por 5 a 0, em Genebra, justamente na semifinal daquele ano, a melhor campanha da história do país na competição.


Há uma coincidência que a Federação provavelmente não vai destacar em nota oficial: Jaime Oncins estava em quadra naquela derrota de 1992. Trinta e quatro anos depois, ele tenta a revanche do banco.


Os jogos começam no dia 18, com dois confrontos de simples a partir das 15h. No dia seguinte, a chave de duplas abre a programação, seguida por mais dois duelos de simples. A ordem de entrada em quadra de cada equipe só será definida na véspera. A Copa Davis 2026 tem transmissão da CazéTV no Brasil.

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