Wild vence com tranquilidade no quali de Roland Garros
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Thiago Wild completou a rodada de estreia dos brasileiros no qualificatório de Roland Garros com vitória tranquila sobre o taiwanês Yu Hsiou Hsu, 213º do mundo. O paranaense fechou em 6/1 e 6/3, em apenas 72 minutos, e garantiu vaga na segunda rodada.
A vitória tem um peso extra pelo caminho que Wild percorreu até chegar a ela. O atleta de 26 anos entrou na chave de última hora, como alternate, após desistências de outros tenistas, fruto do processo ainda incompleto de recuperação: em fevereiro, ele abandonou o ATP 250 de Buenos Aires com uma lesão na região do quadril, e ficou meses fora do circuito. A campanha em Paris, portanto, vale também como sinal de que o motor voltou a funcionar.

Wild foi superior com o saque do início ao fim: 70% de pontos ganhos com o primeiro serviço, quatro break points convertidos em oito oportunidades e apenas uma chance cedida ao adversário, que não aproveitou. O paranaense disparou 21 winners e cometeu 20 erros não forçados.
A vitória fecha o ciclo de 100% do Brasil na primeira rodada do quali masculino. Pedro Boscardin e João Lucas Reis venceram na segunda-feira; Gustavo Heide e agora Wild somam na terça.
Paris tem uma história especial para Wild
O Roland Garros foi o cenário da maior vitória da carreira de Thiago Wild. Em 2023, vindo do quali, ele entrou na Philippe-Chatrier e eliminou Daniil Medvedev, então número 2 do mundo, em cinco sets: 7/6, 6/7, 2/6, 6/3 e 6/4. "Eu assisti Daniil jogar desde que era júnior e vencê-lo em uma quadra dessas é a realização de um sonho", disse Wild à ATP Tour após o triunfo. Naquele ano, ele chegou à terceira rodada, quando foi parado pelo japonês Yoshihito Nishioka em cinco sets.
No total, Wild registra dois resultados positivos em quatro partidas na chave principal do Grand Slam parisiense, tornando Paris um território que conhece bem.
Na segunda rodada, o brasileiro tem encontro marcado contra quem passar do confronto entre o norte-americano Emilio Nava, cabeça de chave 3, e o chinês Yunchaokete Bu.
Pigossi cai na estreia e Bia segue como única mulher brasileira em Paris
A vitória de Wild chegou depois de uma má notícia para o lado feminino. Laura Pigossi, 229ª do mundo, foi eliminada na primeira rodada do quali pelo duplo 6/1 imposto pela norte-americana Claire Liu, 182ª da WTA, em apenas 61 minutos.

A partida não teve equilíbrio. Liu abriu 5/0 no primeiro set antes de Pigossi marcar um game, e a segunda parcial seguiu no mesmo ritmo, com a americana largando 4/0 com duas quebras. A paulista de 31 anos ganhou apenas 44% dos pontos com o primeiro serviço e não construiu nenhuma chance de quebra ao longo de toda a partida.
A adversária chegou a Paris embalada: havia vencido um título no W75 de Trnava, na Eslováquia, na semana passada, e o momento atual no saibro europeu era claramente favorável.
O caminho de Pigossi no quali de Roland Garros segue acidentado. Em 2025, ela saiu logo na estreia. Em 2024, a melhor campanha: venceu as três partidas do quali e perdeu na primeira fase para a ucraniana Marta Kostyuk.
Com a queda, Beatriz Haddad Maia segue como única mulher brasileira na chave principal em Paris. Liu, classificada, aguarda a vencedora de Ayana Akli e Katarzyna Kawa, cabeça de chave 26.
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