top of page
Banner Home_Parceiros Nittenis Club (1000 x 500 px) (Site).gif

Wimbledon coroa geração de ouro do tênis juvenil brasileiro

  • há 11 minutos
  • 4 min de leitura

O fim de semana em Wimbledon entrou para a história do tênis brasileiro. Neste sábado, o goiano Guto Miguel conquistou o título juvenil de duplas ao lado do esloveno Ziga Sesko, enquanto a paulista Nauhany Silva e a potiguar Victória Barros ficaram com o vice-campeonato na chave feminina — resultados que confirmaram um dos momentos mais especiais da nova geração nacional sobre a grama sagrada do All England Club.


Cabeças de chave número 1, Guto e Sesko derrotaram os norte-americanos Michael Antonius e Andrew Johnson por 6/1 e 6/4, com autoridade no serviço e superioridade nas devoluções ao longo de toda a partida. Curiosamente, Antonius foi o mesmo adversário batido pelo brasileiro na final de simples de Roland Garros, há pouco mais de um mês.


Três homens sorriem no gramado de um estádio de tênis, segurando um troféu prateado; clima de vitória e comemoração.
Ziga Sesko, Guto Miguel e Santos Dumont (Foto: Divulgação)

Com o troféu, Guto marcou o 11º título brasileiro na história de Wimbledon. Ele igualou o feito do gaúcho Orlando Luz e do paulista Marcelo Zormann, campeões juvenis em 2014, e se somou às oito conquistas de Maria Esther Bueno (tri de simples e penta de duplas) e ao título de Marcelo Melo nas duplas masculinas.


Atual número 1 do mundo no ranking juvenil de simples, Guto destacou a mudança de postura após a eliminação precoce na chave individual, onde parou na segunda rodada.

"Estou muito feliz por mais essa conquista. Durante toda a semana fiquei bastante chateado com o meu resultado na chave de simples, mas, ao mesmo tempo, eu e o Ziga seguíamos avançando nas duplas. Hoje acordei com uma mentalidade diferente, agradecendo a Deus pela oportunidade que ele está me dando. Acho que, em alguns momentos da semana, fui ingrato por focar apenas na derrota da simples e não valorizar tudo o que estava vivendo", contou o jovem goiano.


"Estou muito feliz por conquistar esse título de duplas ao lado do Ziga. Também quero agradecer a todos os brasileiros pelo carinho comigo e com os outros atletas. Estamos vivendo um momento muito especial para o tênis brasileiro e é muito gratificante fazer parte disso", finalizou Guto.


Vice histórico na chave feminina

Na chave feminina, Nauhany Silva e Victória Barros protagonizaram uma final equilibradíssima diante das tchecas Jana Kovackova e Katerina Zajickova. As brasileiras salvaram quatro match-points ao longo da partida e levaram a decisão ao super tie-break, mas acabaram superadas por 7/6(7) 6/7(5) 10-6, após 1h53 de jogo.


Duas tenistas sorridentes em quadra de grama, segurando troféus, com estádio ao fundo sob céu azul.
Victória Barros e Nauhany Silva (Foto: Divulgação)

Mesmo sem o título, a campanha colocou a dupla em um seleto grupo da história nacional. Ambas de 16 anos, Victória e Naná tornaram-se apenas a terceira e a quarta brasileiras a disputar uma final feminina em Wimbledon em qualquer categoria, feito antes alcançado somente por Maria Esther Bueno e Luisa Stefani. Atualmente, as duas figuram no top 10 do ranking juvenil da ITF — Victória em quarto e Naná em sétimo.


"Foi uma semana muito boa, mesmo que o resultado da final não tenha sido o que a gente queria. Demos tudo de nós dentro de quadra, tanto física quanto mentalmente, e foi um jogo muito duro. Agora é levar as coisas boas daqui, porque jogamos bem durante toda a semana, e também identificar os pontos que ainda podemos melhorar", afirmou Naná.


"Eu e a Victória nos entrosamos muito bem, nos conhecemos melhor dentro de quadra e isso fez toda a diferença. Claro que queríamos sair com o título, mas disputar uma final de Grand Slam já é muito especial. Estou feliz por tudo o que vivemos aqui e por esse vice-campeonato. Quero agradecer à Victória pela parceria, espero que venham muitas outras, e também à torcida brasileira que esteve presente e a todos que torceram por nós", finalizou.


Trabalho de base validado

Guto, de 17 anos, e Naná, de 16, integram o Time Rede Tênis, projeto que também revelou Victória Barros — descoberta aos 10 anos em um polo da organização em Natal e hoje treinando na França. Para Léo Azevedo, head coach do time, o desempenho reforça a qualidade da formação desenvolvida.


"É um resultado muito especial para todos nós. O Guto conquista seu segundo título consecutivo de Grand Slam, depois de Roland Garros, e a Naná disputa sua primeira final de Grand Slam ao lado da Victória, que também fez parte da Rede Tênis. É a primeira vez na história do projeto que temos dois atletas disputando finais em Wimbledon. Mais do que os resultados, o que nos orgulha é acompanhar a evolução desses jovens ao longo da caminhada. As conquistas validam que o trabalho está sendo desenvolvido com muito cuidado e consistência. Ainda há muito pela frente, mas é motivo de enorme orgulho para todos que fazem parte da Rede Tênis e para toda a equipe que trabalha diariamente com esses atletas em Brasília e em São Paulo", afirmou.


A Rede Tênis é uma organização sem fins lucrativos que se apresenta como o maior projeto de massificação e formação de tenistas da América Latina. Já apresentou o esporte a mais de 135 mil crianças e jovens em todo o país, levando aulas gratuitas, reforço escolar e capacitação de profissionais a escolas públicas, ao mesmo tempo em que apoia atletas de alto rendimento.


Brasil ainda sonha com mais um título

A festa brasileira pode ganhar novo capítulo neste domingo. Às 9h, na Quadra Central, Luisa Stefani disputa a decisão das duplas femininas ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, na 25ª final brasileira em toda a centenária história de Wimbledon.


O fim de semana ainda teve a paranaense Eduarda Gomes, que passou a fase de grupos e caiu na semifinal do torneio até 14 anos, superada pela ucraniana Mariia Kocherzhenko por 6/3 e 7/5.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page