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WTA adota regra pioneira para proteger fertilidade das tenistas

A WTA anunciou uma medida inédita no tênis profissional feminino: a partir de agora, atletas que optarem por procedimentos de proteção à fertilidade, como congelamento de óvulos ou embriões, poderão se ausentar do circuito e retornar às competições com um ranking especial protegido. A decisão, defendida pelas próprias jogadoras, representa um avanço significativo no apoio à conciliação entre carreira esportiva e vida familiar.

Jogadoras posam em traje de gala para o Finals de 2024
Jogadoras posam em traje de gala para o Finals de 2024 (Foto: Jingyu Lin/ WTA Finals)

O chamado “Ranking Especial” poderá ser utilizado por até três torneios, com base na média de 12 semanas do ranking da atleta, considerando as oito semanas anteriores ao início do afastamento. A regra, que já beneficiava tenistas afastadas por lesão ou maternidade, agora se estende também a quem busca preservar a fertilidade.


Sloane Stephens, do conselho de jogadoras, destacou a importância da novidade:


“Estou incrivelmente orgulhosa do nosso esporte por reconhecer a importância dos tratamentos de fertilidade para atletas femininas. Para qualquer mulher, a discussão sobre vida familiar versus carreira é complexa e cheia de nuances. A WTA criou um espaço seguro para as jogadoras explorarem opções e tomarem as melhores decisões para si mesmas”.

A CEO da WTA, Portia Archer, reforçou o compromisso da entidade:


“Entendemos que atletas profissionais podem enfrentar o dilema entre focar na carreira e constituir família, e estamos comprometidos em apoiar as jogadoras da WTA enquanto elas navegam e equilibram as escolhas relacionadas à carreira e à família”.

A nova regra faz parte do Programa de Foco na Família da WTA, que já inclui licença-maternidade remunerada, proteção de ranking durante a gravidez ou parentalidade, apoio pós-parto e subsídios para proteção da fertilidade por meio do Fundo de Maternidade da entidade.


A medida é vista como um passo fundamental para garantir que atletas possam planejar o futuro familiar sem abrir mão da carreira esportiva, fortalecendo o compromisso da WTA com o bem-estar e a autonomia das mulheres no tênis profissional.

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