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A melhor dupla do mundo em 2026

há 2 horas
5 min de leitura

Luísa Stefani e Gabriela Dabrowski conquistaram neste domingo o título do WTA 1000 de Wuhan, na China. Principais cabeças de chave, a brasileira e a canadense derrotaram na final a tcheca Katerina Siniakova e a australiana Storm Hunter por 7/5 e 6/4, em 1h32 de partida.


Gabriela Dabrowski e Luisa Stefani (Foto: WTA)
Gabriela Dabrowski e Luisa Stefani (Foto: WTA)

O troféu vale mais do que os mil pontos. É o sexto da dupla na temporada e o terceiro seguido, depois do 250 de São Paulo, em setembro, e do WTA 1000 de Pequim, na semana passada. São 12 vitórias consecutivas. Pela primeira vez na carreira, Stefani levanta dois títulos de nível 1000 em sequência, e a parceria assume a liderança da temporada. A ultrapassagem tem um componente de circunstância: a norte-americana Taylor Townsend se recupera de uma cirurgia, e Siniakova, número 1 do mundo nas duplas, tem sido obrigada a rodar com parceiras diferentes nesta reta final do calendário.


"Jogo duro, como era esperado", analisou Stefani, número 3 do ranking entre as especialistas. "Aconteceram muitos vai e vem, começando 4/1 para nós, depois 4/5, salvamos set-point antes de fechar o primeiro set. Jogo parelho, definido em poucos momentos, mas lidamos bem com as adversidades e estou feliz por fechar em dois sets e ganhar um jogo grande. Elas são um time forte, ganharam aqui no ano passado."


A referência ao ano passado procede: Siniakova e Hunter foram campeãs em Wuhan em 2025, ao vencer a cazaque Anna Danilina e a sérvia Aleksandra Krunic por 6/3 e 6/2, segundo o site da WTA. Desta vez, a dupla que chegou como defensora do título viu a vantagem escapar dos dois lados. Stefani e Dabrowski abriram o primeiro set em 4/1, cederam quatro *games* seguidos e, depois de escapar do *set-point*, voltaram a quebrar o serviço adversário na reta final da parcial.


O segundo set teve outra cara. Brasileira e canadense estiveram sempre à frente no placar e pressionaram o saque rival o tempo todo, com nove *break-points* criados. A quebra veio no oitavo game, para 5/3. Siniakova respondeu com uma sequência forte junto à rede no game seguinte e reduziu a diferença, mas as oportunidades desperdiçadas não abalaram as cabeças 1. O ponto final veio de graça: uma dupla falta de Hunter.


Foi a segunda final seguida contra a líder do ranking. Em Pequim, Siniakova jogou com a chinesa Zhang Shuai e saiu de quadra derrotada por 6/1 e 6/2, em apenas 59 minutos, segundo a agência Canadian Press. Em Wuhan, a campanha começou com 6/1 e 6/3 sobre a norte-americana Quinn Gleason e a norueguesa Ulrikke Eikeri, passou por um 7/6(4) e 6/4 sobre a mexicana Giuliana Olmos e a estoniana Ingrid Neel (jogo em que salvaram sete dos nove *break-points* enfrentados, de acordo com a Canadian Press) e teve na semifinal a espanhola Cristina Bucsa e a norte-americana Nicole Melichar-Martinez, quintas cabeças de chave.


A matemática da semana era simples e cruel. Segundo a Folha de Pernambuco, Siniakova e Townsend abriram o torneio na frente da corrida da temporada, com 8.370 pontos contra 7.635 de Stefani e Dabrowski, que ainda defendiam 100 pontos em Wuhan. Qualquer resultado abaixo do título deixaria tudo como estava. Não deixou.


As campeãs dividem a premiação de US$ 195 mil. Siniakova e Hunter ficam com 650 pontos e repartem US$ 110.010. Aos 30 anos, a tcheca perdeu a chance de chegar ao 40º título da carreira e ao oitavo na temporada. Hunter, de 32, segue com 10 conquistas.


Stefani enalteceu a fase da parceria com Gaby, sem deixar de apontar que ainda há o que melhorar. "Mais um título de 1000, principalmente dois seguidos pela primeira vez na minha carreira. É uma boa validação do trabalho que estamos fazendo e construindo com nosso time. Muito feliz pelo bom momento. Agora é descansar alguns dias e reabastecer as energias para dar o último gás nos torneios finais da temporada", afirmou a paulistana.


A semana em Wuhan não começou confortável. Após a estreia, a brasileira descreveu à Agência Brasil condições "muito diferentes de Pequim, bola mais pesada, bola maior, condição mais úmida e lenta". A adaptação veio a tempo.


Aos 29 anos, Stefani chega ao 19º título no circuito da WTA, em 30 finais disputadas. Oito deles ao lado de Dabrowski: além de Dubai (1000), Estrasburgo (500), Eastbourne (250), São Paulo, Pequim e Wuhan nesta temporada, a dupla já havia vencido o 1000 de Montréal, em 2021, e o 250 de Chennai, em 2022. A brasileira tem ainda outros dois títulos de nível 1000 com parceiras diferentes: Doha, com a holandesa Demi Schuurs, e Guadalajara, justamente com Hunter. Na final mexicana de 2022, quando a australiana ainda assinava Storm Sanders, as duas superaram Anna Danilina e Bia Haddad Maia, segundo a WTA. A canadense, de 34 anos, soma 26 conquistas em 46 finais.


O ano já é o melhor da carreira de Stefani. Em 2025, ao lado da húngara Timea Babos, foram quatro títulos, de acordo com a Agência Brasil. Agora são seis, com 51 vitórias na temporada, 50 delas com Dabrowski.


O descanso será curto. Dentro de oito dias, Stefani defende o título do WTA 500 de Tóquio, conquistado no ano passado com Babos. Depois, a dupla fecha a temporada no WTA Finals, em Indian Wells, de 9 a 15 de novembro. Em 2025, a brasileira foi vice-campeã do Finals ao lado da húngara.


Rebeca Pereira fatura as duplas em Maceió

No saibro do Jaraguá Tênis Clube, a fluminense Rebeca Pereira conquistou o título de duplas do W15 de Maceió. Ao lado da chilena Barbara Gatica, venceu na final deste sábado a argentina Lourdes Ayala e a equatoriana Camila Romero por 6/4 e 6/0. Aos 33 anos, é o 18º título profissional da carreira e o terceiro da temporada, depois dos W35 de Buenos Aires, com a chilena Fernanda Labrana, e de Pergamino, com a argentina Maria Florencia Urrutia.


Rebeca Pereira e Barbara Gatica (Foto: Thiago Parmalat/Federação Alagoana de Tênis)
Rebeca Pereira e Barbara Gatica (Foto: Thiago Parmalat/Federação Alagoana de Tênis)

A parceria com Gatica tem lastro: entre 2018 e 2022, as duas já haviam vencido 11 torneios juntas. As campeãs somam 15 pontos e dividem US$ 955; as vices ficam com 10 pontos e US$ 515. Rebeca é a 479ª do ranking e tem como melhor marca o 157º lugar.


Gatica ainda disputa a final de simples. Sem ranking no momento, a chilena de 30 anos, que já foi 201ª do mundo, derrotou a argentina Josefina Estevez por 6/3 e 6/1 e tenta somar ao currículo os títulos profissionais de 2017 e 2022. A adversária será a mexicana Ana Sofia Sanchez, principal cabeça de chave e 367ª do ranking. Canhota, de 32 anos, ela virou contra a argentina Luna Cinalli por 3/6, 6/2 e 6/2 e busca o 18º título da carreira, o segundo na temporada.

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