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Aos 25 anos, tenista australiana encerra carreira: "cultura racista, misógina e homofóbica"

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

A australiana Destanee Aiava, atual 258ª do ranking, anunciou que encerrará a carreira profissional ao final da temporada de 2026. Aos 25 anos, a decisão precoce foi acompanhada de um forte desabafo nas redes sociais, em que criticou a cultura do circuito e revelou o impacto de ataques virtuais em sua trajetória.


Destanee Aiava
Foto: Tennis Australia

Em publicação no Instagram, Aiava comparou o ambiente do tênis a um “namorado tóxico” e afirmou que, por muito tempo, permaneceu competindo por medo e obrigação.


“Às vezes eu continuava jogando porque sentia que devia isso a todos que me ajudaram. Outras vezes, por medo de começar do zero. Por trás dos uniformes brancos e das tradições, existe uma cultura racista, misógina e homofóbica, hostil a qualquer um que se desvie da norma”, escreveu a atleta de ascendência samoana.

Ataques virtuais e impacto psicológico

A decisão da australiana ocorre em meio a um debate crescente sobre abusos nas redes sociais contra tenistas. Segundo dados divulgados por órgãos reguladores como a International Tennis Federation e a Women's Tennis Association, apenas em 2024 foram registradas mais de 8 mil mensagens abusivas direcionadas a 458 jogadores e jogadoras.


Grande parte das ofensas, de acordo com relatórios das entidades, tem origem em apostadores frustrados com resultados de partidas.


Aiava afirmou que esse ambiente teve impacto direto em sua saúde mental e no rendimento dentro de quadra.


“Quero mandar um enorme ‘vão para o inferno’ a todos que me fizeram sentir inferior”, desabafou.

Entre perdas e aprendizados

Apesar do tom crítico e da frustração explícita, a australiana também destacou o lado formador do esporte em sua vida. Ao refletir sobre o encerramento da carreira ainda aos 25 anos, ela reconheceu o peso da decisão, mas ressaltou o que leva consigo da experiência no circuito.


“Este esporte me tirou muito, mas também me ensinou que sempre há uma chance de recomeçar”, escreveu.

A aposentadoria de Aiava reforça uma discussão cada vez mais presente no tênis profissional: os limites da pressão competitiva em um ambiente exposto, globalizado e fortemente influenciado por apostas online. Mais do que um anúncio individual, seu relato amplia o debate sobre saúde mental, cultura institucional e responsabilidade coletiva dentro do esporte.

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