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As meninas resolvem

  • há 17 minutos
  • 3 min de leitura

Quando Gabriela Cé deixou a quadra derrotada por 6/0 e 6/3, o confronto entre Brasil e Argentina estava empatado em 1 a 1 e a classificação pendurada nas duplas. O capitão Luiz Peniza tomou uma decisão: tirou Ana Candiotto e colocou Nauhany Silva ao lado de Victória Barros. Duas tenistas de 16 anos para decidir. As meninas resolveram.



Barros e Naná viraram de 0 a 1 no primeiro set para fechar em 4/6, 7/5 e 10 a 5 no match tiebreak, garantindo o triunfo brasileiro por 2 a 1 sobre a Argentina nesta quinta-feira no Zonal Americano I da Billie Jean King Cup, no saibro de Ibagué, na Colômbia. Com dois confrontos vencidos e cinco vitórias em seis jogos, o Brasil lidera o Grupo A e chega à última rodada, sexta-feira contra o Peru, precisando apenas de um ponto para confirmar a vaga nas semifinais.


O trabalho de Naná

Antes da definição nas duplas, Nauhany Silva fez o que já se tornou rotina nesta semana: ganhou. A paulistana de 16 anos e 661ª do ranking superou Luisina Giovannini, 217ª do mundo, por 7/6(4) e 6/4. Foi sua 17ª vitória consecutiva no ano.


Naná saiu disparada com quebras consecutivas e abriu 4/0, mas cedeu o serviço, deixou a adversária chegar ao 5/5 e ainda desperdiçou dois set points servindo por 5/4. Retomou o controle no tiebreak, fechou por 7 a 4 e levou a vantagem para a segunda parcial. Ali o roteiro se repetiu ao contrário: foi ela que ficou para trás, 1/3, antes de virar para 4/3 e quebrar mais uma vez no último game, depois de seis match-points desperdiçados ao longo da partida.


"Foi um jogo duro. Comecei jogando muito bem, as coisas estavam dando certo, mas acabei baixando um pouco a intensidade, e a adversária também foi melhorando, passou a trazer mais bola, e eu acabei me desconectando do jogo. Ficou pesado. Depois consegui competir bem, manter o foco ponto a ponto. No segundo eu estava com uma quebra abaixo, mas consegui lidar bem e fechar. Nos momentos importantes eu consegui pegar os pontos, mesmo tendo perdido seis match-points no final", disse Naná.


O tropeço de Cé

O que veio depois mudou o cenário. Gabriela Cé, gaúcha de 33 anos e a jogadora mais experiente da delegação brasileira, não encontrou respostas para o jogo de Julia Riera, 219ª do ranking. A argentina aplicou 6/0 no primeiro set, aproveitando as dificuldades de saque de Cé, que não converteu seu único break-point e cedeu três quebras. O segundo set foi mais equilibrado, com Riera escapando ainda de quatro break-points, três deles servindo para o jogo, mas o 6/3 fechou em 1h23 e o confronto foi para as duplas.

Era a segunda derrota de Cé em sequência nesta temporada pela BJK Cup, depois do triunfo sobre o Chile na estreia.


A decisão de Peniza e as meninas que resolveram


Peniza mudou o tabuleiro. Do lado argentino, a escalação também foi diferente da estreia: entrou Riera no lugar de Martina Capurro, formando dupla com Nicole Fossa Huergo. A Argentina começou melhor e converteu a vantagem no primeiro set: 6/4.


No segundo, Naná e Barros encontraram o ritmo. Fecharam em 7/5 e levaram para o match tiebreak, onde dominaram por 10 a 5, sem dar à Argentina nenhuma chance de reentrada. Vitória brasileira, liderança do Grupo A confirmada.


Victória Barros, potiguar de 16 anos e 10ª do ranking juvenil, estreou na BJK Cup ainda na partida de duplas contra o Chile, ao lado de Ana Candiotto. Era, até então, sua única aparência na competição. Contra a Argentina, foi convocada para a hora mais decisiva do confronto.


O que vem a seguir

Na sexta-feira (10), o Brasil enfrenta o Peru, já eliminado da disputa pela liderança. Os dois primeiros do Grupo A cruzam com os líderes do Grupo B, formado por Colômbia, México, Venezuela e Equador, em semifinais que valem as duas vagas no playoff mundial de novembro.

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