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Brasil coloca três juvenis nas quartas de Roland Garros

  • 3 de jun.
  • 3 min de leitura

Paris foi brasileira nesta quarta-feira. Luis Guto Miguel, Leonardo Storck e Victoria Barros avançaram às quartas de final do juvenil de Roland Garros, cada um com seu roteiro, num dia de vento forte que testou a todos. A única que ficou pelo caminho foi Nauhany Silva, eliminada após ceder uma virada à espanhola Charo Esquiva.


Guto segue implacável

O goiano de 17 anos, cabeça 1 e número 4 do ranking juvenil da ITF, não perdeu um set sequer no torneio. Desta vez, tirou o peruano Nicolas Baena, cabeça 16, por duplo 6/4. Dominou os dois sets com a mesma lógica: quebra no meio da parcial, serviço sem sustos, encerramento sem drama. O próximo adversário é o austríaco Thilo Behrmann, sétimo cabeça, que eliminou o francês Mathys Domenic por 6/0 e 7/6 (7-2).


A tarde mais longa de Storck

O cuiabano de 17 anos, 56º do mundo, chegou às quartas pelo caminho mais tortuoso. Venceu o cazaque Zangar Nurlanuly, oitavo pré-classificado, por 3/6, 7/6 (7-3) e 7/5. Com dois match-points no décimo game do terceiro set, não fechou. Manteve a cabeça, disputou mais um longo game, quebrou o serviço do adversário e liquidou. Storck já havia eliminado o cabeça 13 nas oitavas: neste torneio, ele não está aqui por acidente. A vaga em Paris foi conquistada em abril, quando venceu o Roland Garros Junior Series, em São Paulo, de virada sobre o colombiano Juan Miguel Bolívar.


Tenista em branco rebate de costas para a câmera, em quadra verde, com logo de Roland Garros ao fundo.
Leonardo Storck (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

Para que o Brasil tenha uma semifinal toda nacional, Storck terá de superar o norte-americano Jack Kennedy, quarto pré-classificado, que avançou com 7/5 e 6/2 sobre o indiano Anav Parpakar.


Victoria e um jejum que durava desde os anos 80

No feminino, Victoria Barros fez o que nenhuma brasileira havia feito em Paris desde 1987: chegou às quartas de final do juvenil de Roland Garros. A potiguar de 16 anos, cabeça 3 e quarta do mundo, superou a tcheca Denisa Zoldakova por 6/3, 0/6 e 6/3. Levou um pneu no segundo set, que durou apenas 21 minutos. Voltou ao court, salvou um break-point crucial no terceiro game da parcial decisiva e fechou com uma quebra solitária no quarto game.


A última brasileira nessa fase havia sido Andrea Vieira, a Dadá, semifinalista em 1987. Gisele Miró chegou às quartas em 1986, Niege Dias em 1984. Nas duplas, Beatriz Haddad Maia disputou duas finais seguidas em 2012 e 2013. Em simples, o feito seguia na conta da Dadá há 39 anos.


Victoria vai enfrentar a sul-coreana Ha Eum Lee, que surpreendeu a cabeça 8 Maria Makarova, da Rússia, por 6/3 e 7/6 (7-5).


Naná Silva e a virada que não esperava

Nauhany Silva, a paulistana de 16 anos e cabeça 5, estava no controle. Venceu a primeira parcial por 6/2 e parecia encaminhar a classificação. O vento atrapalhou, a consistência foi embora e a espanhola Esquiva, nona cabeça de chave, virou: 6/2 e 6/4. Foi a melhor campanha de Naná em Roland Garros, em seu segundo Grand Slam da carreira na categoria. No ranking da ITF atualizado na segunda-feira, Victoria permanece na quarta posição e Naná no nono lugar.


No radar: duplas e o sonho do título

Guto Miguel, Storck e Pedro Chabalgoity, cada um com parceiros estrangeiros, também estão classificados para as oitavas de final de duplas. O Brasil já venceu o juvenil masculino de Roland Garros em três ocasiões por outros Grand Slams: Tiago Fernandes no Australian Open 2010, Thiago Wild no US Open 2018 e João Fonseca no US Open 2023. Em Paris, o título inédito segue na mira.

1 comentário

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Tatalo Osório
04 de jun.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Ótimo texto, completo. Parabéns 👏👏👏visibilidade para a nova geração 🔝

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