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Brasileiros em ação nesta quarta em Indian Wells: Bia e Fonseca estreiam em simples, Stefani é cabeça de chave 2 nas duplas

  • há 3 horas
  • 4 min de leitura

Hoje tem Brasil em dose dupla em Indian Wells. Beatriz Haddad Maia e João Fonseca estreiam na chave principal de simples, com horários escalonados no deserto da Califórnia, enquanto a paulista Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski confirmam presença como segundas pré-classificadas na chave de duplas do WTA 1000.


O duelo de Bia

Beatriz Haddad Maia (Foto: Merida Open WTA 500)
Beatriz Haddad Maia (Foto: Merida Open WTA 500)

Bia entra em quadra por volta das 19h (de Brasília) no Estádio 6, contra a espanhola Jessica Bouzas Maneiro. O retrospecto direto não está a favor da brasileira: Bouzas é a 50ª do ranking e já eliminou Haddad Maia no único confronto anterior entre elas, ainda que o contexto da espanhola também não seja dos melhores em 2026.


A desvantagem no retrospecto direto é um dado, mas o que mais pesa neste momento é o estado geral de Bia. Ela chega a Indian Wells sem vencer uma única partida em cinco torneios disputados na temporada, acumulando eliminações em Adelaide, Australian Open, Abu Dhabi, Doha e Mérida, onde caiu para Katie Boulter por duplo 6/4 na semana passada.


Além disso, a paulista rompeu recentemente com seu treinador Rafael Paciaroni, o que adiciona instabilidade a um momento que já exigia mais do que respostas técnicas.

Bia ocupa hoje a 67ª posição do ranking WTA, queda significativa para uma jogadora que chegou a integrar o top-10 por duas vezes, em 2023 e em outubro de 2024. Esta é sua sétima participação em Indian Wells. Sua melhor campanha aconteceu em 2021, quando furou o quali e chegou às oitavas, com vitória sobre a então top-3 Karolina Pliskova. No total, o retrospecto da brasileira no torneio é de 6 vitórias e 7 derrotas. Em caso de vitória hoje, ela enfrenta a tcheca Linda Noskova, 14ª do mundo, na segunda rodada. Mais à frente, o caminho projetado pode incluir Coco Gauff nas oitavas.


Fonseca fecha a noite

João Fonseca (Foto: Fotojump)
João Fonseca (Foto: Fotojump)

Fonseca encerra a programação do Estádio 3, previsto para às 23h, contra o belga Raphael Collignon. O brasileiro é o 35º do ranking, contra o 77º Collignon, e o histórico direto favorece o carioca: ele venceu o único duelo, por 6-3 6-7(2) 6-3 na Copa Davis de 2024. No papel, é favorito. Mas 2026 ainda não entregou muito. Fonseca chega embalado pela conquista do torneio de exibição MGM Slam, em Las Vegas, no fim de semana, embora sua campanha oficial na temporada siga abaixo das expectativas. O melhor resultado real até aqui foi as oitavas do Rio Open. Em caso de vitória sobre Collignon, o carioca de 19 anos terá Karen Khachanov na segunda rodada, com Tommy Paul como possível adversário na terceira.


O resto do dia

A rodada não tem os cabeças de chave em quadra, mas a programação não é modesta. No Estádio 1, Paula Badosa abre o dia contra Yulia Putintseva, Matteo Berrettini enfrenta Adrian Mannarino e, não antes das 23h, Bianca Andreescu joga como wildcard antes do duelo entre Stefanos Tsitsipas e Denis Shapovalov. No Estádio 3, logo antes de Fonseca, Gael Monfils entra em quadra contra um qualifier.


Stefani e Dabrowski: segundo lugar e o nó da semifinal

Enquanto Bia e Fonseca buscam a primeira vitória do dia, Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski já sabem onde estão na chave de duplas: são as segundas cabeças de chave, posição que reflete uma temporada consistente desde o primeiro torneio. Antes de Indian Wells, a dupla alcançou as semifinais do Australian Open e do WTA 1000 de Doha, e depois conquistou o título em Dubai, o 14º troféu da carreira de Stefani e o quarto em nível WTA 1000. A parceria com Dabrowski, retomada em 2026, já tem três títulos juntas, incluindo o WTA 1000 de Montreal em 2021.


Luísa Stefani e Gabriela Dabrowski (Foto: Dubai Duty Free Tennis Championships)
Luísa Stefani e Gabriela Dabrowski (Foto: Dubai Duty Free Tennis Championships)

Elas estreiam contra a chinesa Xinyu Jiang e a norueguesa Ulrikke Eikeri, com data e horário ainda não definidos pela organização, mas que será nesta quinta ou sexta-feira. Uma estreia enroscada, segundo o próprio material, mas longe do maior obstáculo projetado.


Nas quartas, o caminho aponta para Cristina Bucsa e Nicole Melichar, sétimas favoritas. Nada que intimide. O problema real mora na semifinal, onde dois cenários possíveis aparecem.


O primeiro é Anna Danilina e Aleksandra Krunic, quintas pré-classificadas e contra quem Stefani e Dabrowski já jogaram três vezes em 2026, com dois resultados negativos e um positivo. Vale lembrar: em Dubai, Luisa e Gabi passaram por Danilina e Krunic justamente na semifinal, revertendo um saldo que estava desfavorável. A dívida técnica está aberta.


O segundo é Elise Mertens e Shuai Zhang, quartas pré-classificadas e atuais campeãs do Australian Open. Experiência, entrosamento e um Grand Slam no currículo recente. Se chegarem até lá, vai ser semifinal de alto nível.


Do outro lado da chave, as italianas Jasmine Paolini e Sara Errani lideram como primeiras pré-classificadas e estreiam contra Jaqueline Cristian e Clara Tauson. Nas quartas, podem enfrentar Asia Muhammad e Erin Routliffe, sextas favoritas, e na semi, a tcheca Katerina Siniakova com a norte-americana Taylor Townsend, terceiras mais bem cotadas. Correm por fora Ellen Perez e Demi Schuurs, oitavas pré-classificadas.

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