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Campinas confirma sete brasileiros, mas paraguaio top 100 é o grande favorito na Hípica

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

João Lucas Reis e Thiago Wild lideram o contingente brasileiro confirmado na chave principal da 16ª edição do Campeonato Internacional de Tênis, o Challenger 75 de Campinas, marcado para os dias 5 a 12 de abril na Sociedade Hípica.


São sete os brasileiros garantidos na chave, mas o nome que chega com o status de principal favorito é de outro país. O paraguaio Daniel Vallejo, 21 anos, entrou no top 100 da ATP pela primeira vez em sua carreira na última segunda-feira, tornando-se o primeiro compatriota a alcançar essa posição desde Ramón Delgado, em 2005.


Na temporada, acumula dois títulos de Challenger e uma campanha de 16 vitórias em 18 partidas neste nível. Já em números gerais, em 2026 são 24 vitórias e apenas 5 derrotas, com 20 triunfos especificamente no saibro. Números que impressionam. É o grande favorito.


O dono da casa que não é brasileiro

Dois homens seguram troféus prateados em uma quadra de tênis. Eles estão sorrindo, vestindo camisetas azuis. Placa diz "CAMPEÃO". Daniel Vallejo e Thiago Wild (Foto: João Pires)
Daniel Vallejo e Thiago Wild (Foto: João Pires)

Em declaração à ATP Tour nesta semana, Vallejo reconheceu que "não é fácil ser top 100 sendo do Paraguai. Trabalhei muito para chegar até aqui", disse. "Mas meu objetivo não é só ser top 100. É subir cada vez mais no ranking", finalizou.


Ele chega a Campinas na esteira de uma final no Challenger de Brasília, disputado neste mês. Três dos quatro títulos de Challenger da carreira de Daniel Vallejo foram conquistados em solo brasileiro: São Leopoldo, em março de 2024, foi o primeiro. Curitiba, em outubro de 2025, o segundo. E Itajaí, em fevereiro deste ano, o terceiro, com a cerimônia de entrega do troféu que o circuito brasileiro talvez preferiria não ter visto: o paraguaio derrotou Thiago Wild na final por 7/5, 4/6 e 6/2. Fora do Brasil, conquistou Guayaquil em novembro passado.


"Todos os meus pontos, todos os meus torneios, sempre são em outros países", afirmou. "Minha dedicação e determinação me trouxeram até aqui". Sem wildcards de federação, sem torneios em casa até recentemente. Vallejo construiu o ranking no exílio, e o Brasil foi o território que mais pontuou.


O equilíbrio sul-americano

Os três principais nomes da chave não são brasileiros nem argentinos. Atrás de Vallejo estão o chileno Tomás Barrios Vera, atual campeão do torneio, e o boliviano Juan Carlos Prado Angelo, ex-número 1 do mundo juvenil em 2023. Uma linha de favoritos que diz mais sobre o que mudou no mapa do tênis sul-americano do que qualquer declaração.


"É uma edição que mostra muito bem o momento do tênis sul-americano. A gente vê jogadores de diferentes países começando a ganhar espaço, conquistando títulos e se firmando no circuito. Os argentinos continuam muito fortes, mas hoje já existe um equilíbrio maior", analisa Danilo Marcelino, diretor do torneio.


Os argentinos, de fato, seguem em peso na chave: Lautaro Midón, Facundo Díaz Acosta, Andrea Collarini, Guido Iván Justo e Juan B. Torres estão confirmados. O equilíbrio existe. O volume também.


Wild e os brasileiros

Um nome brasileiro é bem aguardado: Thiago Wild. Não pelo ranking atual (237°), mas pelo que representa quando está inteiro. O paranaense chegou à final do Challenger de Itajaí, onde perdeu para Vallejo, como já mencionado.


Na sequência, foi a Buenos Aires, entrou pelo quali, chegou à chave principal como lucky-loser e abandonou na primeira rodada com lesão. Ficou cerca de dois meses fora. Campinas é o seu retorno, diante do mesmo homem que o derrotou na última final que disputou. Ao lado de Wild, João Lucas Reis (211°) é o brasileiro mais bem-posicionado no ranking entre os confirmados.


Jogador de tênis em ação, empunhando raquete. Ele veste camiseta preta com logotipo. Expressão focada, fundo desfocado verde escuro. João Lucas Reis (Foto: Igma Open)
João Lucas Reis (Foto: Igma Open)

Thiago Monteiro, campeão em Campinas em 2023, também está na chave, assim como Gustavo Heide, Matheus Pucinelli e Igor Marcondes. Pedro Boscardin, que vem subindo no ranking desde a temporada passada, chega marcando sua melhor posição na carreira. Um nome a acompanhar de perto.


O torneio

O Challenger de Campinas é o mais longevo do Brasil no calendário da ATP Challenger Tour. Em 15 edições anteriores, passaram pela Hípica nomes como Diego Schwartzman (ex-8° do mundo), Cristian Garín (ex-17°), Sebastián Báez (ex-18°) e Francisco Cerúndolo (ex-19°), além de Thiago Monteiro, campeão em 2023, e Barrios Vera, que venceu a edição de 2025. O campeão da 16ª edição recebe 75 pontos no ranking. A entrada ao público é gratuita.


A lista completa de confirmados na chave principal: Daniel Vallejo (PAR), Tomás Barrios Vera (CHI), Juan Carlos Prado Angelo (BOL), Álvaro Guillén Meza (EQU), João Lucas Reis (BRA), Gonzalo Bueno (PER), Lautaro Midón (ARG), Facundo Díaz Acosta (ARG), Andrea Collarini (ARG), Thiago Wild (BRA), Pedro Boscardin (BRA), Thiago Monteiro (BRA), Guido Iván Justo (ARG), Gustavo Heide (BRA), Juan Pablo Varillas (PER), Igor Marcondes (BRA), Murkel Dellien (BOL), Matheus Pucinelli (BRA), Franco Roncadelli (URU), Juan B. Torres (ARG) e Nicolás Varona (ESP).


Vagas do quali e dos wildcards ainda completarão a chave.

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