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Convidada para o WTA de Madri, Naná vence e ajuda Brasil a superar Chile na BJK Cup

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Uma semana para guardar. Nauhany Silva, a Naná, abriu o confronto entre Brasil e Chile pelo Grupo A do Zonal Americano I da Billie Jean King Cup, nesta quarta-feira em Ibagué, na Colômbia, com uma vitória de virada sobre Fernanda Labraña: 3/6, 7/6(3) e 6/1, em 2h24. Em seguida, Gabriela Cé foi mais direta: duplo 6/0 sobre Antonia Vergara, em 1h12.


Na véspera, Naná havia recebido um convite para disputar o qualifying do WTA 1000 de Madri, nos dias 20 e 21 de abril. Aos 16 anos e 661ª do ranking, a paulista vai jogar pela primeira vez um torneio desse nível, o que torna esta semana em Ibagué ainda mais carregada de sentido.


"Sem dúvida, é uma grande oportunidade jogar pela primeira vez um WTA 1000. Acho que a ficha ainda não caiu, ainda mais com o foco total na Billie Jean King Cup. Só tenho a agradecer à IMG pelo convite, será muito importante para o meu desenvolvimento e amadurecimento no profissional", afirmou a jovem.

A virada

O começo foi difícil. Naná cedeu três quebras no primeiro set e viu a chilena Labraña, 439ª do mundo, ditar o ritmo desde o início. Na segunda parcial, a situação piorou: a chilena chegou a liderar por 5/4 e depois por 6/5, a um game de fechar o confronto em dois sets.


Tenista em quadra, com viseira branca, prepara-se para rebater bola. Fundo desfocado com cerca e faixa preta. Atmosfera de ação.
Nauhany Silva (Foto: André Gemmer/CBT)

Naná segurou no game de serviço, e levou o jogo para o tie-break, no qual dominou e fechou em 7 a 3. Com o tempo, foi se ajustando à altitude de Ibagué, que impõe condições de bola distintas. Quando o terceiro set começou, era outra partida: jogo agressivo, pressão constante no fundo de quadra, 6/1.


"Foi um jogo muito duro, em que precisei me manter focada no presente o tempo todo. Não joguei no meu melhor nível, mas consegui reverter a situação e conquistar a primeira vitória para o Brasil", disse Naná após a partida.


Esta é a segunda vitória de Naná em três partidas com a camisa verde e amarela. Ela foi convocada pela primeira vez no fim do ano passado, quando participou dos playoffs contra Portugal e Austrália, em Hobart.


Vale lembrar outros bons resultados: em setembro de 2025, já havia estreado no WTA com uma vitória sobre Carol Meligeni no SP Open, torneio WTA 250 na capital paulista. Há poucas semanas, foi campeã do Banana Bowl, quebrando um jejum de 35 anos sem uma brasileira no topo do pódio.


Léo Azevedo, o head coach da Rede Tênis, onde treina Nauhany, resumiu bem o que está em jogo em Madri:


"Mais do que competir em um nível que ela ainda não está habituada, é fundamental estar inserida nesse ambiente, treinar com as melhores, aprender com as melhores e, quem sabe, competir contra elas. Isso é essencial para o crescimento e amadurecimento dela como atleta. Mais um passo importante no desenvolvimento da Naná."

O técnico Danilo Ferraz foi na mesma direção: "Feliz pela oportunidade. Estar nesse ambiente com as melhores do mundo é fundamental para o crescimento da Naná. Agora é se preparar bem para aproveitar ao máximo essa chance."


A sentença de Cé

Gabriela Cé foi perfeita. A gaúcha de 33 anos e atual 317ª do ranking não deixou Antonia Vergara respirar, jovem chilena de 19 anos e 410ª colocada: duplo 6/0 em 1h12.


A "bicicleta" foi construída com a regularidade de fundo de quadra que é marca registrada de Cé: ela salvou todos os quatro break-points que enfrentou no primeiro set, ampliou o domínio na segunda parcial e fechou sem que a adversária encontrasse soluções para as condições da altitude.


Tenista de vestido azul comemora com punho cerrado em quadra. Fundo desfocado com árvores e grade. Emociona-se após vitória.
Gabriela Cé (Foto: André Gemmer/CBT)

É a sexta vitória de Cé em 11 jogos de simples pela Billie Jean King Cup, competição que ela não disputava desde 2022, quando enfrentou a Colômbia.


O Brasil chegou a Ibagué sem Bia Haddad Maia e Luisa Stefani, ambas ausentes após desistirem da convocação. O capitão Luiz Peniza apostou na juventude: além de Naná, a potiguar Victória Barros, também de 16 anos e 10ª do ranking juvenil, integra a delegação.


O que vem a seguir

Com o confronto definido, ainda acontece a partida de duplas: Victória Barros e Ana Candiotto contra Jimar Gonzalez e Fernanda Labraña. O resultado da dupla tem peso na classificação do grupo.


Na quinta, o Brasil enfrenta a Argentina. Na sexta, o Peru. Os dois primeiros do Grupo A avançam às semifinais do Zonal, onde medem forças com os líderes do Grupo B, que reúne Colômbia, México, Venezuela e Equador. As duas vagas no playoff mundial de novembro saem desses cruzamentos.

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