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De invicto a eliminado

  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

Gustavo Heide, Pedro Boscardin, Thiago Seyboth Wild e João Lucas Reis foram eliminados na segunda rodada do qualificatório de Roland Garros nesta quarta-feira, em Paris. O resultado inverte a euforia da véspera. Na estreia, o quarteto havia vencido todos os seus jogos: aproveitamento perfeito que não durou 24 horas.


Jogadores de tênis em ação em quadra de saibro com logo de Roland Garros ao fundo. Roupas esportivas em tons de marrom e azul.
Reis, Heide, Boscardin e Wild

Quando a chave principal começar no próximo sábado, o Brasil contará apenas com João Fonseca e Beatriz Haddad Maia. Em 2024, quatro brasileiros furaram as três rodadas da fase classificatória e chegaram ao main draw, ao lado de Haddad Maia e do próprio Wild.


Wild não criou um único break point

O mais rápido a cair foi Thiago Seyboth Wild. O paranaense de 24 anos, 294º do mundo e que entrou no quali por conta de uma série de desistências, não chegou perto de impor dificuldades ao norte-americano Emilio Nava, terceiro pré-classificado e atual 97º do ranking da ATP. Em apenas 67 minutos, o placar ganhou números finais: 6/2 e 6/3. O mais revelador: em toda a partida, Wild não criou um único break point. Nava quebrou no segundo game do primeiro set e no quarto do segundo, manteve a vantagem sem sobressaltos e avança para enfrentar o espanhol Pedro Martinez, que passou pelo britânico Arthur Fery.


Heide, 38 erros e a sombra de 2024

Gustavo Heide, 187º do mundo, tinha bons motivos para acreditar na campanha. Em 2024, o paulista de 24 anos foi um dos quatro brasileiros a furar o qualifying de Roland Garros: venceu as três rodadas e estreou na chave principal com uma partida para guardar, levando Sebastian Báez, então 20º cabeça de chave, a cinco sets. Em 2026, chegou a Paris como campeão do Challenger de Campinas, título conquistado em abril.


Não adiantou. Contra o austríaco Jurij Rodionov, 158º do mundo, Heide cometeu 38 erros não forçados, 15 a mais do que o rival, acumulou dez duplas faltas e cedeu 12 break points, dos quais Rodionov converteu seis. Teve apenas dois winners a mais do que o adversário, 20 a 18. O 6/1 e 6/4 em 1h29 é o retrato de uma tarde sem controle. O austríaco avança para enfrentar o croata Borna Gojo.


Boscardin vence o primeiro set e cede os dois seguintes

Pedro Boscardin, 232º do mundo, disputava pela primeira vez na carreira um qualificatório de Grand Slam. Na estreia, superou o experiente georgiano Nikoloz Basilashvili e chegou à segunda rodada com confiança. O catarinense ganhou o primeiro set diante do canadense Alexis Galarneau, 194º do ranking, mas o adversário reagiu na segunda parcial, manteve o ritmo na terceira e fechou em 4/6, 6/3 e 6/4, em 2h38.


Os números contam o jogo: Boscardin teve 17 chances de quebra e aproveitou apenas duas. Galarneau fez uma quebra a mais com dez break points a menos. O canadense avança para encarar o jovem italiano Federico Cina, de 19 anos.


Reis chegou a abrir 3/1 no terceiro

O mais doloroso foi o de João Lucas Reis. O pernambucano, 202º do mundo, enfrentava o lituano Vilius Gaubas, 133º e cabeça de chave 12, como o último brasileiro em quadra no dia. E chegou perto de avançar.


Após perder os dois primeiros games, Reis reagiu, venceu quatro seguidos e administrou a vantagem até fechar o primeiro set. No segundo, Gaubas perdeu o saque logo de início, mas devolveu com duas quebras seguidas e igualou. No terceiro set, o pernambucano abriu 3/1. Foi a situação mais próxima que qualquer brasileiro ficou de furar o quali na quarta-feira. Então veio a virada: dois breaks consecutivos reverteram o placar, e Gaubas não cedeu um break point sequer até o fim. Placar final: 4/6, 6/3 e 6/3, em 2h22. O próximo de Gaubas será o espanhol Pablo Llamas, que despachou o francês Ugo Blanchet por 6/4 e 6/2.


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