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Dois brasileiros nas semis, e o sonho de uma final toda verde-amarela em Brasília

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

O Brasília Tennis Open pode ter uma final 100% brasileira. Thiago Monteiro e Eduardo Ribeiro avançaram nesta sexta-feira às semifinais do challenger de Brasília, disputado no saibro do Iate Clube da capital, e mantiveram vivo o cenário mais verde-amarelo possível para o sábado: basta que cada um elimine seu adversário europeu para que a decisão de domingo seja só nossa.


Thiago Monteiro (Crédito: Luiz Candido/@luizcandidoluzpress)
Thiago Monteiro (Crédito: Luiz Candido/@luizcandidoluzpress)

Monteiro abriu o dia com autoridade. O cearense despachou o compatriota Pedro Boscardin por 6/1 e 6/2, em apenas 1h12, num placar que não deixou margem para discussão.


"Estava preparado para uma batalha, mas felizmente consegui jogar muito bem. Ele errou um pouquinho mais e eu foi aproveitando as oportunidades que apareceram. Estou confiante para a semifinal e tem tudo para ser mais um grande jogo amanhã", disse Monteiro logo após a vitória sobre Boscardin.


Horas depois, Ribeiro completou a dobradinha nacional ao superar o paulista Gustavo Heide em batalha de 2h44, com parciais de 6/4, 4/6 e 6/4. O gaúcho de 27 anos de Santa Cruz do Sul, que veio do qualificatório, confirmou mais uma vez que não está em Brasília por acidente.


Ribeiro precisou resolver um jogo tenso, no qual o nível oscilou para os dois lados. Ao encaixar o primeiro serviço, venceu 70% dos pontos da partida. Criou 13 oportunidades de quebra e concretizou quatro, disparando 37 winners, embora tenha cometido 39 erros não forçados. Heide, 301º do mundo, foi muito mais contido na agressividade (apenas 20 bolas vencedoras), mas pagou caro pelos 43 erros que cometeu.


Para o gaúcho, chegar a uma semifinal de challenger carrega um peso que vai além do resultado. O ranking 441º do mundo ficou fora por longos períodos nos últimos anos por causa de lesões, e cada passo a frente em Brasília é, de certa forma, a prova de que o trabalho de recuperação funcionou.


"É muito gratificante essa sensação de estar voltando a uma semifinal. Obviamente, quero mais. Passa bastante coisa na cabeça, porque nesses últimos anos eu tive lesões e momentos difíceis que me deixaram ausente do tênis por um longo período. E agora, estou retornando a uma semi, muito bem fisicamente e sem dor. É o trabalho dando resultado", disse Ribeiro após a partida.

    Eduardo Ribeiro (Crédito: Luiz Candido/@luizcandidoluzpress)
Eduardo Ribeiro (Crédito: Luiz Candido/@luizcandidoluzpress)

A semifinal é o melhor resultado dele na temporada: caiu nas oitavas em Itajaí e não passou da estreia do qualificatório em Concepción. Já em Brasília, eliminou Franco Roncadelli na estreia, depois surpreendeu o português Jaime Faria, terceiro cabeça de chave (a maior vitória da carreira de Ribeiro), e agora despachou Heide.


Do lado de Monteiro, o placar contra Boscardin esconde um pouco da importância estratégica da semana. O cearense, atual 232º do mundo, está caindo provisoriamente para o 256º posto apenas com a semifinal. Uma vaga na final o levaria ao 240º, e o título poderia empurrá-lo até o 217º. A matemática é cruel, mas Monteiro prefere não olhar para ela.


"Não penso muito na defesa dos pontos e sim no que posso somar. Se conseguir treinar e competir bem, sem dúvida eu vou acabar somando o que preciso", comentou o cearense.


O que os números não capturam é que Monteiro chegou à semana de Brasília já em bom ritmo: na segunda rodada, superou o espanhol Miguel Damas por 6/4 e 7/5, salvando três set-points na segunda parcial. Contra Boscardin, jogou ainda mais limpo: anotou 14 winners contra apenas 7 do compatriota, explorou os 31 erros não forçados do catarinense (contra 19 seus) e aproveitou quatro dos seis break-points que teve a favor, salvando os dois que enfrentou contra seu serviço.


O que vem a seguir

Nas semifinais de sábado, Monteiro enfrenta o português Henrique Rocha, cabeça de chave número 5. Rocha chegou bem ao eliminar o boliviano Juan Carlos Prado Angelo com duplo 6/3 em apenas 69 minutos. Será o primeiro duelo entre os dois no circuito profissional.


Monteiro já tem o adversário mapeado: "Tenho que estar firme porque ele é um cara muito intenso. Não posso deixá-lo ficar confortável, tenho que me impor com meu saque e tomar a iniciativa, ao mesmo tempo não posso deixar que os erros alimentem seu jogo. Será bem tático e equilibrado", avaliou.


Ribeiro, por sua vez, aguarda o vencedor do confronto entre o paraguaio Daniel Vallejo e o argentino Facundo Diaz Acosta. O gaúcho perdeu os dois duelos que teve contra Vallejo, incluindo um neste ano em Itajaí, e está empatado com Diaz Acosta em um triunfo por lado.


Monteiro acumula nove títulos challenger na carreira, todos conquistados no saibro. Seria poética a ideia de que o piso que o define de verdade também pode guardar, em Brasília, um palco de final toda brasileira.

1 comentário

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Tatalo Osório
há 13 minutos
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Ótimo e esclarecedor texto 👏👏👏🔝

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