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Final 100% brasileira no Chile

há 8 minutos
3 min de leitura

O domingo em Antofagasta será verde e amarelo. O pernambucano João Lucas Reis derrotou o boliviano Juan Carlos Prado Angelo, cabeça de chave número 5, por 6/3 e 6/4, em 1h29, e vai enfrentar o paranaense Thiago Wild na decisão do challenger 75 chileno. Wild havia aberto o sábado com vitória sobre o argentino Lautaro Midon, 206º do mundo, por 6/4 e 6/1, em 1h22.


João Lucas Reis (Foto: Legion Sudamericana)
João Lucas Reis (Foto: Legion Sudamericana)

O título fica com o Brasil, e isso já é novidade. Nas três edições anteriores do torneio, o troféu foi para Camilo Ugo Carabelli (2023), Juan Manuel Cerúndolo (2024) e Cristian Garín (2025). Para Reis, de 26 anos, a semana no saibro chileno é a melhor da temporada: ele iguala as finais de Tallahassee e Tulln, onde ficou com o vice nas duas. Agora vai atrás do primeiro título do ano.


Prado Angelo não é um adversário qualquer. Aos 21 anos, o boliviano já foi número 1 do ranking juvenil e vice-campeão de Roland Garros na categoria em 2023. Reis não se impressionou.


No primeiro set, o pernambucano não enfrentou um único break point no próprio saque. Do outro lado, criou três chances de quebra e precisou de apenas uma. Desperdiçou duas no segundo game, voltou a pressionar no quarto e dessa vez converteu. A partir daí, foi só administrar.


A segunda parcial começou com o mesmo roteiro: Reis quebrou primeiro, no quinto game. Depois disso, o jogo virou outra coisa. Ninguém conseguia confirmar o serviço, e vieram cinco quebras consecutivas. Reis perdeu os dois últimos games de saque antes de servir em 5/4 para fechar.


Foi aí que apareceu a firmeza. Sob pressão, ele cedeu um único ponto no *game* decisivo e selou a vitória no primeiro match point.


Wild, nove vitórias seguidas e um susto só

Wild chega à decisão embalado. É a segunda final seguida de challenger do paranaense, que foi campeão no último torneio que disputou, o challenger 125 de Gênova, no início de setembro. São nove vitórias consecutivas, e a décima pode vir no domingo. Cabeça de chave número 4 em Antofagasta, ele passou pelo chileno Matías Soto na estreia e pelo boliviano Murkel Dellien nas oitavas.


Contra Midon, o começo foi tranquilo. Wild quebrou no segundo game, abriu 3/0 e conduziu a vantagem até a reta final. Teve um set point devolvendo em 5/3, mas o argentino se salvou. No game seguinte, o brasileiro se complicou: saiu perdendo por 15-40, salvou os dois primeiros break points, enfrentou mais três e foi quebrado na quinta chance. Durou pouco. Wild pressionou logo em seguida, devolveu a quebra e fechou a parcial.


O segundo set foi outra conversa. Wild venceu os cinco primeiros games, e Midon só evitou o "pneu" ao vencer o quinto antes de ser eliminado no game seguinte.


Um retrospecto que começou numa final

Wild entra em quadra com vantagem no histórico: são quatro confrontos, com três vitórias do paranaense. Reis levou a primeira, em 2018, e o detalhe tem sabor especial. Aquele duelo foi justamente a final do Future da capital paranaense, vencida de virada pelo pernambucano. Desde então, deu Wild: Buenos Aires e São Leopoldo, em 2022, e Santiago, em 2023. Em São Leopoldo, foi nas quartas de final, por 6/2 e 7/5.


Reis também tem conta a acertar com Antofagasta. No ano passado, chegou à semifinal e caiu diante do argentino Facundo Díaz Acosta. Desta vez, passou da porta.


O que está em jogo no ranking

A final já rende frutos aos dois. Reis sobe provisoriamente 28 posições e vai ao 202º lugar. Com o título, volta ao top 200, na 184ª colocação.


Wild ganha 14 lugares e aparece provisoriamente em 122º. Se for campeão, deve chegar por volta do 116º posto. O ex-top 60 (foi 58º em 2024) segue cavando o caminho de volta ao top 100, e 2026 tem ajudado: além de Gênova, ele levantou os troféus de Piracicaba, em junho, e do challenger 125 de Zug, em julho. Um título no domingo seria o quarto de challenger na temporada.


A decisão acontece neste domingo, no saibro de Antofagasta.



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