Heide alcança melhor ranking da carreira
O vice-campeonato no challenger 75 de Curitiba deixou um prêmio de consolação dos bons para Gustavo Heide. O paulista de 24 anos ganhou seis posições na lista divulgada nesta segunda-feira pela ATP e aparece agora em 116º, a melhor colocação de sua carreira.
A atualização chegou antes da hora. A ATP antecipou a publicação do ranking semanal mesmo com as finais dos ATPs 500 de Tóquio e Pequim ainda por disputar, e a lista será refeita depois dessas decisões. Nada que mexa, porém, na posição dos principais brasileiros.

Para Heide, o alvo agora tem número: o top 100 está a cerca de 100 pontos de distância. A próxima chance vem já nesta semana, no challenger de Antofagasta, no Chile. A conta não deixa margem: só o título garante o salto.
A temporada explica a escalada. Curitiba foi a quarta final de challenger do paulista em 2026, com dois títulos (Campinas e Poznan, na Polônia) e agora dois vices (Francavilla, na Itália, e a capital paranaense). Na carreira, são quatro troféus da categoria e dez como profissional, somando as seis conquistas de nível ITF. A semana no Paraná rendeu US$ 9.600 e 44 pontos.
Cabeça 1 da chave, Heide chegou à decisão sem perder sets. No caminho, passou por Felipe Meligeni na segunda rodada e derrotou Pedro Boscardin por 6/2 e 6/3 na semifinal 100% brasileira, disputada no saibro do Graciosa Country Club.
A final que escapou
No domingo, porém, o nível caiu justamente quando mais importava. O argentino Guido Justo, 239º do mundo e oitavo pré-classificado, venceu por 6/1 e 6/4, em 1h44. A partida, prevista para as 12h, só começou por volta das 15h por causa da chuva, e a espera pareceu fazer melhor ao argentino, mais sólido desde o início. O segundo saque foi o calcanhar de Heide: apenas 17% de aproveitamento, com dez pontos perdidos em 12 disputados. No segundo set, empurrado pela torcida, o brasileiro chegou a devolver a quebra e empatar em 3/3, mas cedeu o serviço logo depois, num smash que parou na rede. O ponto final teve assinatura: um ace com saque por baixo.
Foi o troco de Justo. Em abril, Heide o havia eliminado nas quartas de final de Campinas, a caminho de um título conquistado sem perder set. Aos 28 anos, o argentino levou o segundo e maior troféu de challenger da carreira (o primeiro foi em Tigre, na Argentina, num evento 50), tem ainda quatro conquistas de nível M15, todas no saibro, e embolsou US$ 17.000. Ex-número 223, ele também renova seu recorde pessoal, agora como 188º.
Curitiba empurra os brasileiros
Heide não foi o único a lucrar no saibro paranaense. Pedro Boscardin subiu 20 posições e voltou ao top 250, como 242º, enquanto Matheus Pucinelli avançou 15 e foi a 255º. Ambos seguem com chance de entrar no qualificatório do Australian Open.
Mateus Alves ganhou 32 postos e é o 385º. Pedro Sakamoto saltou 44 e chegou ao 482º. O juvenil goiano Guto Miguel se aproxima dos 600 mais bem colocados e, além dele, apenas Bruno Fernandez também atingiu a melhor marca da carreira, agora como 567º.
Fonseca segue sem ameaça
Ainda inativo e com retorno previsto apenas para a fase europeia, João Fonseca permanece em 29º. As ameaças ao seu lugar no top 30 estão longe: nomes como Alejandro Tabillo e Tomas Etcheverry precisariam vencer ao menos três rodadas em Xangai para ultrapassar o carioca.
Os dez brasileiros mais bem colocados
29 – João Fonseca (sem alteração)
116 – Gustavo Heide (+6)
136 – Thiago Wild (sem alteração)
230 – João Lucas Reis (+1)
235 – Thiago Monteiro (-3)
242 – Pedro Boscardin (+20)
255 – Matheus Pucinelli (+15)
274 – Igor Marcondes (-4)
346 – Eduardo Ribeiro (-6)
385 – Mateus Alves (+32)
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