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Matos e Luz vencem e garantem Brasil na fase de qualificação para as finais da Copa Davis de 2027

há 2 horas
3 min de leitura

A dupla brasileira formada pelos gaúchos Rafael Matos e Orlando Luz fechou neste sábado a série contra a Suíça pela Copa Davis, batendo Dominic Stricker e Jakub Paul por 7/6(7/1) e 6/2, em 1h47 de jogo, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro.


Dois tenistas de azul em perfil, um com bola amarela e munhequeira, diante de arquibancada vermelha desfocada.
Matos e Luz (Foto: Carol Vieira)

O resultado confirma a vitória do Brasil por 3 a 0 no confronto e garante ao país vaga na fase de qualificação para as finais da Copa Davis de 2027, a mesma etapa em que a equipe caiu diante do Canadá, fora de casa, em fevereiro deste ano. Matos, 16º do ranking de duplas, e Luz, 13º, fizeram jus ao favoritismo após um agosto de gala: títulos seguidos nos Masters 1000 de Montreal e Cincinnati.


O caminho para o fechamento antecipado da série foi aberto na sexta-feira, quando a equipe comandada por Jaime Oncins abriu 2 a 0 com duas viradas suadas: primeiro o carioca João Fonseca sobre Stricker, depois o paulista Gustavo Heide diante do veterano Stan Wawrinka.


O clima do fim de semana já havia sido descrito por Matos na quinta-feira, antes do início da série. "São poucas oportunidades que temos de jogar no Brasil como o Rio Open e a Copa Davis fazia bastante tempo que não tínhamos a oportunidade então acho que vai ser um final de semana bem especial, a torcida faz bastante barulho, é jogar com a energia alta, bastante intensidade então será um final de semana com bons jogos e ambiente muito legal".


Com a série já resolvida, um quarto será disputado na sequência, para não frustrar quem comprou ingresso para este segundo dia. O paulista Pucinelli vai representar as cores do Brasil diante de Remy Bertola.


O game de 12 minutos que quase mudou tudo


Favoritos no papel e na quadra, Matos e Luz foram sólidos do primeiro ao último ponto, sem nunca abrir espaço real para a reação suíça. O primeiro set, porém, custou caro. As chances mais claras apareceram justamente nos games de saque de Paul, só que a dupla brasileira demorou para transformar oportunidade em quebra efetiva.


O ponto alto da resistência suíça veio no 12º game, que passou dos dez minutos e chegou a ter quatro set points a favor do Brasil. Paul segurou o saque por pouco, empurrando a definição da parcial para o tie-break.


No desempate, os brasileiros não deixaram as chances desperdiçadas pesarem. Abriram 3 a 0 com dois mini-breaks seguidos e cederam apenas um ponto até fechar em 7/1, um recado claro sobre o que viria pela frente.


Com a vantagem embolsada, a parceria deslanchou. Quebrou o saque de Paul logo no primeiro game do segundo set, repetiu a dose no sétimo, desta vez sobre o serviço de Stricker, e fechou a partida depois de salvar dois break points seguidos.


Masters 1000 em dose dupla e o embalo da parceria


Matos e Luz não são novidade quando o assunto é bater favoritos com nomes grandes. Juntos desde 2018, a dupla soma cinco títulos no ATP Tour e já derrubou, em 2020, o então número 1 do mundo, Juan Sebastián Cabal, ao lado de Robert Farah, justamente no Rio Open. A temporada de 2026 marcou o auge da parceria: ranking de carreira em 16º (Matos) e 13º (Luz), atingido em agosto, mês em que a dupla faturou seguidos os Masters 1000 de Montreal e Cincinnati.


A vitória também reforça a boa relação recente do Brasil com a Copa Davis em casa. A série contra a Suíça marcou o retorno do país a um confronto da competição em território nacional depois de três anos, escolha da própria equipe brasileira para o piso duro coberto da Farmasi Arena. Histórico, o confronto entre as duas seleções empatava em 1 a 1 antes deste fim de semana. Do lado suíço, o capitão Severin Luthi, ex-treinador de Roger Federer, comandou uma equipe que teve em Wawrinka seu nome mais pesado: aos 41 anos, o suíço disputa a última temporada da carreira e carrega no currículo o título de Copa Davis conquistado justamente em 2014.





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