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O clube que moldou o tênis brasileiro faz 100 anos. E recebe um Challenger para celebrar

  • há 10 horas
  • 3 min de leitura

O Santos Brasil Tennis Cup chega à oitava edição com o peso extra de celebrar o centenário de sua casa. O ATP Challenger 50 será disputado entre os dias 3 e 10 de maio no Tênis Clube de Santos, com entrada gratuita mediante reserva prévia no AppTicket, e distribuirá US$ 63 mil em premiação e 50 pontos no ranking da ATP ao campeão. Tenistas de dez países, vindos em sua maioria do sul do continente, estarão nas chaves de simples e duplas.


O argentino Santiago Rodriguez Taverna, atual nº 255 do mundo, encabeça o torneio como primeiro cabeça de chave. Entre os seis brasileiros confirmados na chave principal, Matheus Pucinelli e Eduardo Ribeiro são os nomes com mais ambição de título. Pucinelli sabe o que é chegar perto: em 2025, foi à final, mas o troféu ficou com o equatoriano Álvaro Guillén Meza. Ribeiro vem de uma das melhores fases da carreira, incluindo uma vitória sobre o português Jaime Faria, então nº 163 do mundo, no Challenger de Brasília em março.


Matheus Pucinelli (Foto: João Pires / Fotojump)
Matheus Pucinelli (Foto: João Pires / Fotojump)

"Estamos muito felizes em retornar ao Tênis Clube de Santos com este Challenger que tem relevância ainda maior com a comemoração de 100 anos deste tradicional clube. Os Challengers têm grande importância na ascensão dos tenistas e proporcionar torneios de qualidade para o desenvolvimento da modalidade é uma das nossas missões", disse Danilo Marcelino, diretor da competição.


Campeões do Challenger de Santos

2025 – Álvaro Guillén Meza (EQU)

2024 – Alejo Língua Lavallen (ARG)

2016 – Renzo Olivo (ARG)

2015 – Blaz Rola (SLO)

2014 – Maximo Gonzalez (ARG)

2013 – Gastão Elias (POR)

2012 – Ivo Minar (CZE)


Berço do tênis brasileiro

Fundado em 2 de junho de 1926 nas dependências do Parque Balneário Hotel, na Avenida Ana Costa, o Tênis Clube de Santos chegou ao endereço atual na Rua Minas Gerais, 37, no Boqueirão, em 1930. Foi exatamente naquele ano que o clube criou o Campeonato Aberto da Cidade, o primeiro torneio aberto de tênis do Brasil, pioneiro também na América do Sul. O feito não é pequeno: o TCS precede em décadas a estrutura oficial do tênis nacional e ajudou a estabelecer o formato competitivo que o esporte adotaria pelo país.


O Aberto de Santos tornou-se rapidamente o principal palco do tênis nacional numa época em que o esporte não tinha confederação própria, vivia à sombra da CBD e dependia de iniciativas de clubes para existir. Foi nas quadras de saibro do TCS que, em 1935, o jovem Alcides Procopio derrubou Ricardo Pernambuco, havia 15 anos o número 1 do Brasil, e Nelson Cruz, os dois titulares históricos da Copa Davis, numa mesma edição do torneio. O episódio anunciou a chegada de uma nova geração. Dois anos depois, Procopio se tornaria o primeiro brasileiro a vencer um torneio internacional, e um ano depois o primeiro a vencer partidas em Wimbledon. Não por acaso, foi também em Santos que, em 1955, os presidentes das federações estaduais se reuniram para fundar a Confederação Brasileira de Tênis. A cidade foi, por décadas, o centro gravitacional do tênis nacional.


Cem anos depois da fundação do clube, o circuito profissional volta ao mesmo endereço. O Boqueirão já viu gerações de tenistas passarem por suas quadras. A oitava edição do Santos Brasil Tennis Cup é mais uma delas.


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