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"Realizei meu sonho no tênis", diz Bautista em despedida emocionante na Caixa Mágica

  • há 18 horas
  • 3 min de leitura

Roberto Bautista Agut perdeu pela última vez em Madri. E foi exatamente como ele queria: rodeado de família, amigos, de uma quadra lotada e de uma enorme ovação.


O espanhol caiu na primeira rodada do Masters 1000 de Madri diante do argentino Thiago Agustín Tirante por 6/2 e 6/4, em 1h17 de partida, encerrando uma história de 26 jogos disputados na Caja Mágica, e grandes disputas no Estádio Manolo Santana. O placar diz pouco sobre o significado do dia.


Grupo de seis pessoas em túnel com logotipos brancos. Uma criança segura quadro. Ambiente iluminado e casual. Emoção de alegria.
Roberto Bautista Agut (Foto: Mutua Madrid Open)

"Desde muito pequeno sonhei em ter uma carreira no tênis e disputar os grandes torneios. Por isso, posso dizer que realizei o meu sonho. Joguei as melhores competições do mundo e venci a Copa Davis aqui na Caixa Mágica", disse Bautista, aplaudido de pé pela torcida madrilenha após a partida.


A despedida

Bautista Agut anunciou há poucos dias que esta será sua última temporada no circuito profissional. Aos 38 anos e na 93ª posição do ranking, o ex-número 9 do mundo recebeu da organização uma placa comemorativa entregue em quadra por Feliciano Lopez e Garbiñe Muguruza, dois dos maiores nomes do tênis espanhol da sua geração. Ele, ao lado deles, ganhou a Copa Davis de 2019, justamente na Caixa Mágica, onde derrotou Félix Auger-Aliassime na decisão contra o Canadá.


A cerimônia de homenagem concentrou mais atenção do que o jogo em si, e seria ingênuo esperar o contrário. No court central, Tirante dominou do início ao fim, acumulando 25 winners contra apenas 5 do veterano espanhol, sem jamais ter o próprio saque ameaçado. A partida foi pouco mais do que um prólogo para o que veio depois.


"Em Madri, vivenciei momentos muito especiais. Sou muito grato aos meus treinadores e à minha família. Começamos juntos e vamos terminar juntos. Tenho a sorte de ter minha esposa Ana e meus filhos Roberto e Lucas aqui comigo", declarou Bautista, com a família presente nas arquibancadas.


Ao fim da homenagem, Tirante ainda se recusou a sair da quadra antes do encerramento da cerimônia. Na câmera dos vencedores, o argentino escreveu: "Gracias Rober".



Carreira marcada pelo profissionalismo

Bautista Agut acumula 12 títulos ATP ao longo de uma carreira construída com constância e sem floreios. O último veio em 2024, no piso sintético coberto da Antuérpia. Sua melhor posição no ranking foi o 9º lugar, alcançado em abril de 2019, mesmo ano em que foi peça fundamental no título da Espanha na Copa Davis.


Em Madri, o melhor resultado foi a semifinal de 2014, quando caiu diante de Rafael Nadal. Ele mesmo reconhece o peso daquele torneio na sua trajetória. "A semifinal de 2014 foi um ponto de virada na minha carreira. Evoluí bastante a partir daquele jogo", afirmou.

Sobre o legado que deixa, foi direto: "Acredito que deixo uma imagem de trabalho, seriedade e profissionalismo. Vivi pelo e para o tênis durante muitos anos. Entreguei tudo todos os dias."


Próximos compromissos

A decisão de se aposentar ao fim de 2026 está tomada, mas o calendário restante ainda não está fechado. Bautista confirmou que pretende disputar Roma e Roland Garros nas próximas semanas e quer terminar o ano dentro do top 100. "Quero terminar o ano dentro do top 100 e jogar boas partidas até lá. O mais importante agora é aproveitar o máximo em quadra", disse.


Uma lesão sofrida em fevereiro atrapalhou o início de temporada, mas o espanhol afirma que encontrou o ritmo certo para seguir competindo em alto nível até o fim. "Costumo dizer que cheguei à elite mais tarde, mas isso mostra que sempre há margem para melhorar", concluiu.

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