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Premier Padel: gaúcho entra em Assunção como cabeça de chave e com um vice mal resolvido na mala

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

O Premier Padel desembarcou na América do Sul neste fim de semana. O Ueno Bank Asunción P2 teve início no Comitê Olímpico Paraguaio, com o qualifying em andamento até terça, e Lucas Bergamini na chave principal. Para o principal nome do padel profissional brasileiro, a viagem ao país vizinho é também uma oportunidade de redenção. No ano passado, em Buenos Aires, ele foi até a final. E perdeu.


A gira sul-americana de 2026 foi desenhada para criar uma sequência ininterrupta: Assunção, até 10 de maio, passa o bastão imediatamente para o P1 de Buenos Aires, de 11 a 17 de maio no Estadio Parque Roca. São dois torneios em duas semanas a menos de duas horas de avião do Brasil. No calendário completo do circuito, com 26 torneios em 18 países, o maior da história do Premier Padel, essa é a única janela em que o melhor padel do mundo joga no quintal brasileiro. De acordo com informações do World Padel Network, Assunção foi intencionalmente realocada para o início de maio justamente para criar essa continuidade com a capital argentina.


Jogador de padel com uniforme preto, raquete na mão, em quadra coberta. Expressão focada. Logomarcas visíveis na camiseta. Fundo desfocado.
Lucas Bergamini (Foto: Premier Padel)

Bergamini, gaúcho de Bento Gonçalves, saiu do Brasil aos 19 anos e foi tentar a sorte na Espanha. Nos primeiros meses, dormiu num colchão no chão. Com 1,65m num esporte dominado por jogadores mais altos, construiu a carreira inteira na base da técnica e da consistência. Hoje é o #8 do ranking FIP de duplas, parceiro do espanhol Javi Garrido para a temporada 2026. Em fevereiro, a parceria chegou à final do FIP Platinum de Marseille, perdendo para Fran Guerrero e Javi Leal.


O vice de 2025 em Buenos Aires, ao lado de Paquito Navarro, ainda ressoa. Bergamini e Navarro chegaram até a final e caíram diante da dupla número 1 do mundo, Arturo Coello e Agustín Tapia, resultado que rendeu 600 pontos no ranking ao brasileiro. Também no ano passado, a dupla chegou às semifinais do Major de Doha, terminando entre os quatro melhores do torneio e acumulando mais 720 pontos. 2025 encerrou com um feito coletivo: Bergamini representou o Brasil pelo Clube Curitibano no I Panamericano de Clubes de Padel e sagrou-se campeão, a primeira vez que um clube fora da Argentina levantou o troféu. A final foi vencida sobre o 5ª Pro, de Córdoba, por 7-4 no placar agregado.


O Brasil no Paraguai

No masculino, além de Bergamini, o Brasil conta com Lucas Campagnolo (#11 no ranking FIP de duplas) no quadro principal. No feminino, quatro duplas brasileiras disputam o qualifying em busca de vaga na chave principal. As partidas classificatórias definem quem vai ao quadro de 24 duplas nos dois gêneros.


Coello e Tapia: a dupla que precisa ser batida

O problema de quem entra neste torneio com ambições de título tem nomes e sobrenomes. Coello e Tapia são os campeões do torneio inaugural de 2026, realizado em Riyadh, onde venceram a dupla de Federico Chingotto e Alejandro Galán. O retrospecto da dupla no ano até aqui é de oito vitórias e apenas uma derrota. Para qualquer dupla que queira o troféu em Assunção ou Buenos Aires, esse obstáculo precisa ser superado.


A temporada de 2026 trouxe novidades além da dominância da dupla espanhola-argentina: um novo sistema de pontuação chamado Star Point, novas parcerias formadas como resposta direta ao monopólio de Tapia-Coello, e a última temporada de duas lendas do circuito, Miguel Lamperti e Alejandro Salazar.


Buenos Aires, na sequência, vai receber Carlos Tevez, o ex-camisa 10 do Boca e da seleção argentina, que inaugura um clube de padel na cidade durante a semana do torneio, conforme informações do Padel Magazine.


O Brasil sem etapa

Falta alguma coisa nessa geografia. Com 26 torneios em 18 países, o calendário 2026 do Premier Padel visita Riyadh, Roma, Milão, Miami, Paris, Buenos Aires e Assunção. O Brasil não aparece. O país com o maior número de quadras de padel do mundo fora da Espanha, com jogadores no top 10 e quatro duplas femininas tentando uma vaga hoje em Assunção, não tem uma única etapa do circuito mais importante do esporte. É uma pergunta que fica no ar, e que provavelmente tem resposta junto à Confederação Brasileira de Padel ou ao próprio Bergamini.


Por ora, o mais próximo de uma etapa brasileira é o que começou esta semana, no Paraguai, a 1.440 quilômetros de São Paulo. Bergamini joga nessa chave. A virada que não aconteceu em Buenos Aires no ano passado pode começar a ser construída aqui.



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