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"Quero escrever minha história", diz Fonseca antes de duelo em Monte Carlo nesta quarta

  • há 17 horas
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Atualizado: há 10 horas

João Fonseca volta à Court des Prince nesta quarta-feira. Com o saibro do Principado já sentido sob os pés, o carioca sabe que precisa resolver uma equação para os próximos confrontos: quando acelerar o jogo e quando trocar bolas com paciência. O número 1 do Brasil de 19 anos enfrenta o francês Arthur Rinderknech, 27º do mundo, por volta das 7h30 de Brasília, pela segunda rodada do Masters 1000 de Monte Carlo. No radar: as oitavas de final.


A vaga tem peso que vai além dos pontos de ranking. Se avançar, será a primeira vez que Fonseca alcança as oitavas de um Masters 1000 em terra batida, o piso onde cresceu e onde ainda calibra a medida entre a pancada e a bola de segurança. Na estreia, despachou Gabriel Diallo por 6/2 e 6/3 em 1h25, controlando o nervosismo dos primeiros games e retomando o controle quando o canadense tentou complicar no segundo set.


Tenista com raquete vermelha em foco, usando boné branco, expressa determinação. Fundo verde com texto borrado, clima de competição.
João Fonseca (Foto: Rolex Monte-Carlo Masters)

"É uma cidade muito legal, pequena, mas muito agradável. Eu me senti bem em quadra, foi uma grande partida. Minha primeira vez naquela quadra, foi especial e fico feliz pela maneira como joguei e como me mantive positivo no segundo set", disse Fonseca na entrevista coletiva após a vitória.


Rinderknech é outro nível de dificuldade. O francês tem 30 anos, 1,96m e um dos saques mais pesados do circuito. Eliminou Karen Khachanov, cabeça de chave 12 e 14º do ranking, por 7/5 e 6/2 na estreia, e vai contar com a torcida monegasca ao lado. Fonseca não tem histórico contra ele até aqui. Mais um confronto inédito para a coleção de um tenista que, em 2026, já encarou o top 2 mundial: Jannik Sinner na quarta rodada de Indian Wells e Carlos Alcaraz na segunda rodada de Miami.


Fonseca cresceu no saibro, mas reconhece que a superfície ainda lhe exige ajuste. "Sei que é preciso paciência, mas sinto que posso bater forte em todos os pontos. Porém, às vezes é um winner e outras direto na grade, então tenho que entender quando é o momento certo. É diferente da quadra dura", explicou.


A dosagem é o nó central. O forehand destrói quando cai no lugar certo. Quando a bola vai para a rede, foi porque a paciência acabou antes do ponto. "Tenho minhas armas, mais o forehand do que o backhand, e venho desenvolvendo ficar cada vez mais sólido", observou.


Sinner, Alcaraz e a paciência como estratégia

Fonseca foi perguntado sobre os dois melhores do mundo. Não tentou suavizar a resposta.

"Já joguei com os dois recentemente e sei que não estou perto, mas espero que isso aconteça no futuro e o mais rápido possível", disse. "Foram partidas equilibradas, mas eles jogam assim todas as vezes e eu preciso ser mais consistente. Sei que estou no caminho certo, meu tempo vai chegar estou trabalhando bem. O negócio é manter o ritmo e a mentalidade. Sei que as expectativas são grandes, mas é esperar o tempo."

Um homem em uma coletiva de imprensa sentado à mesa, com fundo azul de logotipos do torneio de Monte-Carlo e uma expressão séria.
Coletiva de João Fonseca em Mônaco (Foto: Reprodução/Rolex Monte-Carlo Masters)

Nem por isso a ambição fica escondida. "Quero escrever minha história e espero poder competir com eles, mas as pessoas precisam saber que é preciso de tempo para chegar lá. Quero ser número 1, estou longe ainda, mas espero ter um grande futuro", completou o atual 40º da ATP.



A rodada

Fonseca entra em quadra como segunda partida da Quadra dos Príncipes. A primeira coloca frente a frente o russo Andrey Rublev, campeão em Monte Carlo em 2023, e o belga Zizou Bergs, 47º do ranking. Os dois estão empatados em 1 a 1 no histórico.


Na Quadra Rainier III, principal do Monte-Carlo Country Club, a programação começa às 6h com Daniil Medvedev, cabeça de chave 7, diante do convidado italiano Matteo Berrettini. O russo lidera o confronto direto por 3 a 0. Na sequência, Alexander Zverev, terceiro pré-classificado, enfrenta o chileno Cristian Garin, vindo das qualificatórias. Garin tem 2 a 1 contra o alemão, com vitórias no saibro de Munique e derrota nas quartas de final do Masters 1000 de Roma de 2022.


Depois, Felix Auger-Aliassime e Marin Cilic se encontram com 3 a 3 no histórico. O dia encerra com a esperança da casa: Valentin Vacherot recebe o atual vice-campeão no Principado, o italiano Lorenzo Musetti, quarto favorito. Confronto inédito entre os dois.


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