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A despedida de Wawrinka em Monte-Carlo

  • 6 de abr.
  • 3 min de leitura
Homem com camiseta azul acena, emocionado, em uma quadra de tênis com espectadores ao fundo, veste pulseira rosa e tatuagem visível.
(Foto: Rolex Monte-Carlo Masters)

Stan Wawrinka encerrou nesta segunda-feira sua 16ª e última participação no Masters 1000 de Monte-Carlo com a mesma marca que definiu sua carreira: não abriu mão de um único ponto sem lutar até o fim. Não foi suficiente. O suíço de 41 anos caiu diante do argentino Sebastian Baez por duplo 7/5 em 1h47, e se despediu do único torneio onde conquistou um título de Masters 1000.


Doze anos separam o troféu de 2014 deste adeus. Naquela edição, Wawrinka superou Roger Federer em um, até ali, inédito clássico suíço na final, por 4/6, 7/6(5) e 6/2 (voltariam a se enfrentar na decisão de Indian Wells 2017, com triunfo de Federer). Tinha 29 anos e estava no auge.



Entre aquele ano e 2016 faturou três Grand Slams, Australian Open, Roland Garros e US Open, na sequência, um em cada temporada. Nesta segunda, entrou em quadra como wildcard, número 98 do ranking, com a missão de se tornar o tenista mais velho a vencer uma partida em um Masters 1000. A marca não veio. Ele encerra sua história no Principado com 22 vitórias e 15 derrotas.


O começo foi enganosamente promissor. No primeiro game, Wawrinka disparou quatro bolas vencedoras para segurar o serviço a zero, incluindo sua marca registrada: o backhand de linha cruzado no canto da quadra, sem opção de defesa para o adversário. Abriu 3/1. Mas Baez, especialista em terra batida, é o tipo de adversário que não oferece pontos fáceis em troca alguma. Aos poucos, foi alongando os rallies e explorando os anos que Wawrinka tentava esconder. O suíço terminou o jogo com 32 erros não forçados, segundo os dados da ATP Tour, contra uma vantagem de 14 a 8 de Baez nos rallies de nove ou mais bolas.


No primeiro set, Wawrinka saiu de 1/4 para empatar em 4/4, mas Baez fechou 7/5. No segundo, a resistência foi ainda mais impressionante: atrás no placar em 1/5, devolveu os dois breaks de desvantagem e chegou a 5/5. No 11º game, com 40/15 no próprio saque, o suíço cedeu o break. Baez sacou para o jogo e não desperdiçou a oportunidade.


"Seria mágico enfrentá-lo aqui, sonho que isso aconteça. Carlos está levando o tênis a outra dimensão e o que ele faz em quadra é excepcional", havia declarado Wawrinka na véspera, ao ser perguntado sobre a possibilidade de enfrentar Alcaraz na segunda rodada. O duelo, como sabemos, não vai acontecer. Durante a semana, os dois treinaram juntos no Principado. Wawrinka publicou uma foto no Instagram com a legenda "Carlitooooosss gracias"; o número 1 do mundo respondeu com um "STAN THE MAN". Ficou nisso.



Baez já havia batido Stan na United Cup, no começo do ano, por 7/5 e 6/4. Era o único confronto direto entre os dois antes desta segunda-feira. Agora enfrenta pela quarta vez no circuito. O espanhol lidera por 3-0.


"Sou um competidor nato e enquanto estiver em atividade, disputo cada jogo querendo vencer e acreditando que irei conseguir. Sempre vou me exigir ao máximo, essa mentalidade é a responsável por me conduzir aos grandes títulos e me motiva a continuar jogando", afirmou Wawrinka antes da partida.

Três Grand Slams, um Masters 1000, uma medalha de ouro olímpica em duplas com Federer em Pequim 2008, anos entre os três melhores do mundo: esse é o legado de quem encerrou aqui sua história em Monte-Carlo. Em dezembro de 2025, Wawrinka anunciou nas redes sociais que 2026 seria sua última temporada com a frase "One Last Push". Sobre o tênis que o circuito joga hoje, ele refletiu:


"As bolas mudaram completamente o esporte. O jogo ficou mais físico e mais homogêneo entre as diversas superfícies. Hoje é bem mais difícil introduzir variações táticas."

Monte-Carlo acabou. O circuito ainda não.



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