Saraiva e Heide caem nas semis do São Léo Open e Brasil fica sem finalista em casa mais uma vez
- 4 de abr.
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Neste sábado, na gaúcha São Leopoldo, Paulo Saraiva perdeu para Facundo Diaz Acosta por 6/3 e 6/1, e Gustavo Heide caiu diante de Hugo Dellien por 6/3 e 7/5. Dois brasileiros entraram nas semis, mas nenhum avançou à decisão. A final deste domingo será entre Argentina e Bolívia.
Neste ano, o tênis brasileiro não colocou sequer um atleta na decisão de um challenger disputado em solo nacional. Em 2026, o país já sediou quatro etapas do circuito: Itajaí (campeão: o paraguaio Vallejo), Brasília (o português Henrique Rocha), São Paulo (o argentino Burruchaga) e agora São Leopoldo. Quatro torneios no Brasil. Zero finalistas brasileiros em simples.
Se em simples o jejum persiste, nas duplas o Brasil vive uma temporada sul-americana completamente diferente. Cinco títulos em cinco dos principais eventos do período, um contraste que diz muito sobre onde está o melhor do tênis brasileiro no momento.
A queda de Saraiva
O brasiliense de 25 anos entrou em quadra com o maior desafio de sua carreira nas mãos e chegou a esboçar resistência. No primeiro set, chegou a ter uma quebra de vantagem, com o placar em 3/2 no saque. Em seguida, perdeu quatro games seguidos e a parcial foi embora. No segundo, a história não teve suspense: Diaz Acosta abriu 4/0, adicionou mais uma quebra e fechou em 6/1 após 1h16 de confronto.

Fim da primeira semifinal de challenger da carreira de Paulo Saraiva. A derrota não apaga a semana: o brasiliense, que entrou no torneio como convidado e saiu de São Leopoldo muito próximo do top 500, fez a campanha mais importante de sua trajetória profissional. Isso conta.
Do outro lado da rede, Diaz Acosta seguiu o que já era padrão na semana: eficiente, sem ceder terreno fácil, controlando o jogo desde o início.
"Estou muito feliz com a vitória, venho em uma semana muito boa e estou contente com o nível que mostrei hoje. Ansioso para a final amanhã", afirmou o argentino após o jogo, cabeça 7 do torneio e em busca de seu sétimo título de challenger.
A batalha de Heide
A segunda semifinal foi diferente em tom, não em resultado. Gustavo Heide, 24 anos e 285º do ranking, deu trabalho ao boliviano Hugo Dellien, segundo favorito, mas não o suficiente.

Dellien abriu o primeiro set com uma quebra solitária no sexto game e foi caminhando para o 6/3. No segundo, o paulista reagiu, abriu quebra de vantagem e pareceu capaz de levar o jogo ao terceiro. Não foi isso que aconteceu. O boliviano reverteu a desvantagem e chegou ao game final com 1h49 de briga acumulada, onde salvou um break-point e precisou de três match-points para fechar em 7/5.
"Foi uma partida duríssima, no último game sofri, foi o que mais sofri nos últimos anos. Estou feliz por superar esses momentos duros e estar na final. Agora é dar o meu melhor na final", disse Dellien após garantir a vaga.
Com 14 títulos de challenger na carreira, Dellien é o tipo de jogador que sabe como administrar um match-point complicado. Heide soube disso também, da pior forma.
A final
A decisão deste domingo coloca dois conhecidos do circuito sul-americano frente a frente. Diaz Acosta, campeão do ATP 250 de Buenos Aires em 2024 e ex-top 50, enfrenta Dellien, que conhece esse tipo de palco de sobra. Os dois se cruzaram no Challenger de São Paulo, dias atrás: Dellien saiu vitorioso naquele confronto.
O São Léo Open distribui 75 pontos ATP e US$ 17 mil ao campeão.
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