A obra mais cara da história do US Open já mudou o Arthur Ashe, mas ninguém vai ver tudo neste ano
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A USTA decidiu que o US Open de 2026 não vai caber em Flushing Meadows: a entidade anunciou uma série de ativações gratuitas espalhadas por toda a cidade de Nova York, com destaque para a nova US Open Experience no Hudson Yards e para o primeiro caminhão itinerante de sorvetes grátis da história do torneio.

O pacote é a tradução prática do tema deste ano, "Celebrando nossa história de Nova York", e vem acompanhado de uma nova série competitiva no YouTube, a Rally the Boroughs. A ideia é ocupar a cidade com experiências e conteúdo exclusivos antes e durante a competição, muito além das instalações do Billie Jean King National Tennis Center. Tudo isso enquanto o palco principal do torneio, o Estádio Arthur Ashe, atravessa a maior obra da história do US Open: um investimento de US$ 800 milhões inteiramente autofinanciado pela United States Tennis Association (USTA).
"Estamos levando a experiência autêntica e espetacular do US Open diretamente aos fãs nos cinco distritos de Nova York e a todos que assistem em casa", disse Nicole Kankam, diretora executiva de marketing e entretenimento de tênis profissional da USTA.
O que a Main Plaza do Hudson Yards vira entre 30 de agosto e 5 de setembro
A US Open Experience é uma ativação pública gratuita, com duração de uma semana, criada para dar aos fãs a chance de viver a energia do torneio tendo como pano de fundo um dos espaços públicos mais icônicos de Nova York. Acontece durante a primeira semana da chave principal de simples, com abertura diária das 11h às 20h, e transforma a Main Plaza do Hudson Yards em destino para todas as idades.
Lá, o público joga tênis em duas quadras esportivas de 12 metros (40 por 20 pés), com material fornecido pela Wilson. Ao lado, a Advantage Arena reúne videogames com temática de tênis em títulos como Fortnite, Roblox, Tennis Clash e TIEBREAK – Grand Slam Edition. Há ainda a experiência do túnel dos jogadores, que recria a caminhada até a entrada no Estádio Arthur Ashe, seguida de uma sessão de fotos como se o visitante acabasse de erguer o troféu.
O resto é o US Open transplantado para a beira do Rio Hudson: o icônico coquetel Honey Deuce, servido no Dickinson's Farm Stand, loja oficial de produtos, sets de DJs durante toda a semana nas chamadas Sunset Sessions, das 17h às 20h, e a cobertura da ESPN em um telão. Segundo o material divulgado pela USTA, os primeiros compradores de produtos oficiais a cada dia levam bolas de tênis usadas em jogo, item colecionável, e a artista Eugenia Mello, responsável pela arte-tema de 2026, pinta uma releitura do tema ao vivo nos dois primeiros dias.
Completam a lista as ativações de patrocinadores, entre elas degustação de Heineken 0.0, protetor solar La Roche-Posay, café Lavazza, uma ação da Peloton e a escultura anamórfica da Polo Ralph Lauren, feita com 2.000 bolas de tênis suspensas.
A rota do caminhão de sorvete pelos cinco distritos

Antes disso, na semana anterior ao qualifying, o caminhão de sorvete percorre quadras públicas de cada um dos cinco distritos entre 17 e 21 de agosto, distribuindo casquinhas de baunilha e chocolate, picolés e brindes do torneio. A programação começa no Cary Leeds Center, no Crotona Park, no Bronx, no dia 17. Passa pelo Riverside Park, no Upper West Side de Manhattan, no dia 18; pelo McCarren Park, em Williamsburg, no Brooklyn, no dia 19; pelo Silver Lake Park, em Staten Island, no dia 20; e termina nas quadras do Astoria Park, no Queens, em 21 de agosto, a poucos quilômetros de onde o Grand Slam será disputado.
O Arthur Ashe em obras: o que muda já neste ano

O maior palco do tênis passa por uma transformação que inclui, além da modernização do estádio, a construção de um novo Centro de Desempenho de Jogadores. Nova York segue se beneficiando de um impacto econômico anual superior a US$ 1,2 bilhão gerado pelas três semanas do US Open. Somado ao projeto de transformação mais recente, concluído em 2018, o investimento da USTA no próprio Grand Slam e em suas instalações chega a quase US$ 2 bilhões, sem qualquer financiamento público, de impostos ou governamental.
A obra é dividida em três fases e será concluída até o US Open de 2027, sem interromper o jogo nem o acesso dos fãs ao evento. Neste ano, o torcedor encontra um estádio em transição: grande parte do estádio aparece reformada, inclusive o interior, mas muitas áreas ainda são temporárias e só ficam prontas em 2027.
O que já está de pé em 2026 é palpável. A arquibancada ao nível da quadra foi ampliada com 2.000 novos assentos, o que expande a experiência à beira da quadra de 3.000 para 5.000 lugares. O saguão do nível da promenade cresceu 40%, adicionando bastante espaço aberto nos níveis da promenade e dos camarotes. E o estádio ganhou dois novos andares exclusivos com suítes de luxo.
O que fica para 2027
A lista do que ainda não chegou é longa: áreas de circulação completamente modernizadas, com novas experiências de varejo e espaços de alimentação e bebidas; aumento significativo do acesso aos banheiros em todos os saguões, além de mais escadas rolantes e elevadores para todos os andares; e áreas de clube e restaurante totalmente novas, com opções gastronômicas aprimoradas e espaços de hospitalidade de alto padrão.

O Centro de Desempenho de Jogadores segue a mesma lógica. De acordo com o anúncio da USTA, são US$ 250 milhões destinados a atender os cerca de 2.800 jogadores e integrantes de equipes que passam pelo torneio a cada ano, com academias e áreas de aquecimento cobertas e ao ar livre, vestiários e lounges ampliados, refeitório reformado, pátio externo, um café exclusivo para atletas e entrada dedicada. A estrutura estará construída para 2026, mas só será liberada para os jogadores em 2027. O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório ROSSETTI, o mesmo que desenhou o Ashe nos anos 1990. Lew Sherr, CEO da USTA, afirmou no anúncio do projeto que a intenção é preservar o estádio erguido há mais de 25 anos e modernizá-lo para os próximos 25.
Próximos compromissos
O caminhão de sorvete roda pelos cinco distritos de 17 a 21 de agosto. A chave principal de simples começa em 30 de agosto, mesmo dia em que a US Open Experience abre as portas no Hudson Yards, onde funciona até 5 de setembro. A final feminina está marcada para 12 de setembro e a masculina, para 13.
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