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Zverev será o trigésimo número 1

há 10 horas
3 min de leitura

Alexander Zverev ainda não tem data marcada, mas já tem o endereço: o alemão vai assumir a liderança do ranking da ATP antes do fim de 2026, consequência direta da decisão de Jannik Sinner de encerrar a temporada para tratar o joelho direito.


Alexander Zverev (Foto: USTA)
Alexander Zverev (Foto: USTA)

Atual número 2 do mundo, Zverev está a 1.280 pontos do italiano, que soma 11.000 contra 9.720 do alemão. A diferença parece grande, mas Sinner parou de somar e ainda tem muito a perder. O italiano não joga desde a final de Wimbledon, quando derrotou justamente Zverev em quatro sets para conquistar seu quinto Grand Slam, e fecha o ano com campanha de 44 vitórias e apenas três derrotas, com seis títulos.


"Eu, junto com os médicos, decidimos que preciso de um tratamento para o meu joelho, o que significa que a temporada de 2026 está oficialmente encerrada", afirmou Sinner, em vídeo publicado nas redes sociais. Antes do anúncio desta terça-feira, ele já havia desistido do US Open, de Pequim, onde era o atual campeão, e do Masters 1000 de Xangai.


Os caminhos até a ponta

O cenário mais rápido passa pela Ásia e pela Áustria. Para chegar ao topo já em Viena, Zverev precisa conquistar o Masters 1000 de Xangai e, pelo menos, repetir a final do ATP 500 austríaco, decidido no ano passado justamente contra Sinner, que levou o título por 3/6, 6/3 e 7/5. A segunda porta é o Masters 1000 de Paris, onde o alemão defende uma semifinal e o italiano, o título.


Se nenhuma das duas se abrir, a coroa chega de qualquer jeito na semana anterior ao ATP Finals. A ATP costuma antecipar o desconto dos pontos de Turim, de modo que os oito classificados só somem na última semana do ano. Sinner foi campeão invicto em 2025 e, portanto, verá sumir 1.500 pontos de uma vez. Não há conta que o salve.


Alcaraz ainda respira, por aparelhos

Há, em tese, uma ameaça ao título simbólico de número 1 ao fim da temporada. Carlos Alcaraz está exatos 4.200 pontos atrás de Zverev na Corrida e, matematicamente, ainda pode sonhar. O roteiro, porém, beira a ficção: o espanhol teria de ganhar Xangai, Paris, o ATP Finals sem perder um jogo sequer, um ATP 500 (Viena ou Basileia, onde João Fonseca defende o título) e mais um 250. Tudo isso com Zverev sem somar um único ponto nessas semanas.


Uma lista curta, com um brasileiro nela

Quando chegar ao topo, Zverev será o 30º tenista a ocupar a liderança do ranking masculino e apenas o segundo alemão, ao lado de Boris Becker. Se confirmar a ponta no fim do ano, será o 20º nome diferente a encerrar uma temporada como número 1 desde a criação do ranking, em 1973. É uma lista em que figura Gustavo Kuerten, dono da ponta ao fim de 2000.


O prêmio chega no ano mais completo da carreira do alemão. Depois de anos carregando o rótulo de melhor jogador sem Grand Slam, Zverev conquistou Roland Garros em junho, foi vice em Wimbledon e levantou o troféu do US Open em setembro, ao vencer Ben Shelton por 6/3, 7/6(2), 5/7 e 6/2. Ele terminou a temporada de majors com 25 vitórias e duas derrotas.


Chegar ao número 1 com o rival de folga tem lá seu sabor agridoce. Mas ranking não guarda asterisco.


Próximos compromissos

Zverev volta à quadra no Masters 1000 de Xangai, programado de 7 a 18 de outubro. Na sequência, o calendário reserva Viena, Paris (de 2 a 8 de novembro) e o ATP Finals, em Turim, onde o alemão deve entrar pela primeira vez como cabeça de chave número 1.

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