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Eala se torna a primeira tenista das Filipinas a erguer um título de nível WTA

  • há 11 minutos
  • 4 min de leitura

A filipina Alexandra Eala, de 21 anos, aproveitou a pausa forçada pela chuva que atrasou a decisão do WTA 500 de Washington para virar o jogo diante da anfitriã Jessica Pegula, número 3 do mundo. Depois de perder o primeiro set, a canhota reagiu e fechou o confronto em 4/6, 6/4 e 6/0, após 1h47 de partida, conquistando o primeiro título de WTA da carreira.


Mais do que um simples troféu, o resultado tem peso histórico: Eala se torna a primeira tenista das Filipinas a erguer um título de nível WTA. A conquista também a projeta no ranking, que salta da 28ª para a inédita 20ª posição, seu melhor posto até aqui.


Tenista de verde celebra gritando e cerrando os punhos, com torcida desfocada ao fundo em um estádio.
Alexandra Eala (Foto: Mubadala DC Open)

Ainda em quadra, emocionada, a filipina dividiu o momento com quem a acompanhou de perto durante toda a semana.


"Obrigada a todos os meus apoiadores, especialmente à comunidade filipina aqui em Washington, nas Filipinas e em qualquer lugar do mundo. Eu realmente sinto todo esse carinho", declarou Eala.


Para chegar à decisão, ela passou por adversárias de peso. Nas quartas de final, superou a segunda pré-classificada, a ucraniana Elina Svitolina; na semifinal, despachou a japonesa Naomi Osaka, 13ª do ranking e cabeça de chave 3. Antes, já havia batido a chinesa Qinwen Zheng e a canadense Leylah Fernandez, campeã da edição passada do torneio. Com a sequência, Eala chegou a nove vitórias na carreira sobre tenistas do top 10, sete delas somadas só nesta temporada.


Uma trajetória construída desde Manacor

O título em Washington é o retrato de um caminho longo. Eala deixou as Filipinas ainda aos 13 anos para treinar na academia de Rafael Nadal, em Manacor, na Espanha, onde se formou como tenista sob supervisão do ex-número 1 do mundo. Foi lá que, em 2022, tornou-se a primeira representante do país a vencer um Grand Slam juvenil, ao faturar o US Open júnior.


A explosão em nível profissional veio em 2025. Recebendo um convite para o WTA 1000 de Miami, então na 140ª posição do ranking, Eala emplacou uma campanha de arrepiar: bateu Madison Keys, então campeã do Australian Open, e depois Iga Swiatek na semifinal do torneio. Semanas depois, chegou à sua primeira final de nível WTA, no 250 de Eastbourne, onde levou a virada da australiana Maya Joint.


Neste ano, o nome da filipina ganhou ainda mais força em Wimbledon: derrubou a própria Swiatek, então atual campeã, na terceira rodada, e se tornou a primeira tenista das Filipinas a alcançar as oitavas de final do torneio inglês na era aberta, parando apenas diante da italiana Jasmine Paolini. O trajeto explica por que a torcida filipina, cada vez mais numerosa nos torneios que ela disputa, já a trata como fenômeno global do esporte no país.


Em eventos menores, da série 125 da WTA, Eala já somava dois títulos, o primeiro em Guadalajara no ano passado e o segundo em Birmingham, em junho. Mas nenhum tinha o peso do troféu conquistado nesta segunda-feira, o primeiro da elite do circuito.


O jogo

A decisão começou ainda no domingo, mas a chuva empurrou o desfecho para a tarde desta segunda-feira. Suspenso com Pegula à frente por 6/4 e 1/2, sem quebras, o duelo foi retomado sob condições diferentes de vento, que a filipina soube administrar melhor que a número 3 do mundo. Eala encadeou uma sequência de oito games seguidos para virar o parcial, superou um segundo set mais equilibrado, buscou o empate com uma quebra logo no 12º game e fechou com autoridade, aplicando um "pneu" na parcial diante da campeã de Washington em 2019.


No terceiro set, a pressão foi só de um lado. Eala sufocou a rival desde o início, manteve solidez no fundo de quadra e variou o jogo o suficiente para tirar as soluções de Pegula, que caiu de rendimento após sofrer nova quebra logo no quarto game. Em pouco mais de 25 minutos, a filipina fechou a virada e se emocionou com o apoio do público, que a acompanhou durante toda a competição.


Os números do último set explicam o domínio: 84% de aproveitamento no primeiro serviço, cinco quebras convertidas em nove chances criadas e melhora nas devoluções, com 44% de pontos vencidos nesse fundamento. No total da partida, Eala fechou com 80 pontos ganhos, contra 61 da norte-americana.


Próximos compromissos

Eala agora segue para o Masters 1000 de Toronto, no Canadá, como 25ª pré-classificada. Estreia diante da vencedora do confronto entre a andorrana Victoria Jiménez Kasintseva e a norte-americana Alycia Parks. Pegula, cabeça de chave 3 no torneio canadense, enfrenta a polonesa Magdalena Frech ou a francesa Leolia Jeanjean, que veio do quali.


O título em Washington rende a Eala 500 pontos no ranking e premiação de US$ 252 mil. Pegula, que buscava o terceiro troféu da temporada, fica com 325 pontos e US$ 155 mil.


Fritz também é campeão em Washington

No ATP 500, o título ficou com Taylor Fritz, que bateu o espanhol Rafael Jodar por 7/6 (7-2) e 6/4, em 1h48, na decisão adiada de domingo para esta segunda-feira por causa da chuva.

Tenista com faixa branca BOSS faz gesto de vitória em quadra, diante de público desfocado.
Taylor Fritz (Foto: Mubadala DC Open)

É o 11º troféu da carreira do norte-americano, mas o primeiro da temporada, na qual ele já havia perdido três finais, em Dallas, Stuttgart e Halle, e o primeiro em nível 500 desde outubro de 2022, em Tóquio. O resultado também o leva do décimo ao oitavo lugar do ranking.


Jodar, por sua vez, disputou sua segunda final aos 19 anos e também bateu recorde pessoal, saltando do 24º para o 15º posto. Os dois seguem agora para o Masters 1000 de Montreal, onde Fritz espera o vencedor entre o argentino Thiago Tirante e o canadense Duncan Chan, enquanto Jodar estreia contra quem passar do confronto entre o húngaro Marton Fucsovics e o francês Corentin Moutet.

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