top of page
Captura de Tela 2025-09-13 às 12.54.35 PM.png

Marco histórico: Victória e Naná no top 10 do ranking juvenil pela primeira vez

  • 13 de abr.
  • 3 min de leitura

Pela primeira vez na história, o Brasil tem duas jogadoras simultaneamente entre as dez melhores do mundo no ranking juvenil da ITF. Na atualização desta segunda-feira, a potiguar Victória Barros subiu para a oitava posição e a paulista Nauhany Silva, a Naná, avançou para a décima. As duas têm 16 anos.


Duas jogadoras de tênis em quadra de saibro, vestidas de azul e branco, comemoram felizes com raquetes na mão. Placas de publicidade ao fundo.
Nauhany Silva e Victória Barros (Foto: André Gemmer/CBT)

O "empurrãozinho" veio de fora. A austríaca Lilli Tagger, 18 anos e campeã juvenil de Roland Garros em 2025, largou pontos no ranking da ITF ao se dedicar integralmente ao profissional, e o ranking respondeu. Na semana passada, Tagger chegou às quartas de final do WTA 500 de Linz, onde derrubou Paula Badosa e a 3ª cabeça de chave Liudmila Samsonova antes de cair para Anastasia Potapova. Com a campanha, atingiu o 97º lugar no ranking da WTA, tornando-se a jogadora mais jovem no top 100 do circuito adulto. A escalada profissional tem reflexo direto: cada ponto que ela acumula no adulto é um ponto que ela deixa de acumular no juvenil.


A mesma lógica deve beneficiar Victória e Naná nas próximas semanas, quando a norte-americana Julieta Pareja, atual 7ª, também deve perder posições pelo mesmo motivo. As brasileiras devem então figurar entre as principais cabeças de chave do torneio juvenil de Roland Garros em maio.


Brilho na BJKC e top 10

A virada de chave no ranking coincide com uma semana intensa para as duas. Integrantes da equipe brasileira que disputou o Grupo I das Américas da Billie Jean King Cup entre 8 e 11 de abril, em Ibagué, na Colômbia, Victória e Naná foram peças centrais na classificação do Brasil ao playoff mundial da competição. Na partida decisiva da fase de grupos contra a Argentina, a parceria brasileira virou o confronto nas duplas e selou a classificação do time nacional. Depois, o Brasil garantiu a vaga aos playoffs da competição por equipes no último sábado, com vitória sobre o México.


A fase de Naná, em particular, está em outro nível. Em março, a paulistana foi campeã do Banana Bowl, o ITF J500 de Gaspar, na primeira final 100% brasileira do torneio em 40 anos. Foi o terceiro título de Naná na temporada e encerou um jejum de 35 anos sem brasileira no topo do pódio, feito que pertencia à Roberta Burzagli desde 1991. Na final, venceu justamente Victória com parciais de 6/3, 4/6 e 6/3.


Com 19 vitórias consecutivas em simples no acumulado entre o circuito juvenil e a Billie Jean King Cup, a paulistana abriu portas: recebeu um wildcard para o WTA 1000 de Madri, que começa em 21 de abril.


O quadro completo

Além de Victória e Naná, o Brasil tem mais três nomes no top 200 do feminino juvenil: a gaúcha Pietra Rivoli (63ª), a paulista Nathalia Tourinho (131ª) e a catarinense Maria Eduarda Carbone (176ª).


No masculino, o goiano Guto Miguel segue na terceira posição, mantendo o Brasil com representação de peso no topo de ambos os rankings. O top 100 ainda conta com o brasiliense Pedro Chabalgoity (42º), o mato-grossense Leonardo Storck (74º) e Livas Damazio (99º). Na faixa seguinte, aparecem Pedro Dietrich (120º), Felipe Mamede (124º), Tomas Macedo (156º), Henrique Queiroz (185º) e Francisco D'Amorim (186º).


Roland Garros começa em 25 de maio. Victória e Naná chegam como as brasileiras mais bem posicionadas de uma geração que está ficando sem desculpas para não brilhar lá na frente.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page