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O prognóstico que nenhum fã de tênis queria ouvir

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Na mesma manhã em que Carlos Alcaraz esteve na Caixa Mágica para torcer pelo irmão Jaime, de 14 anos, em sua estreia no torneio Sub-16 do Mutua Madrid Open, a notícia que circulava nos bastidores era bem menos animadora. Um especialista em traumatologia esportiva alertou que a lesão no punho do número 2 do mundo pode ser mais grave do que o divulgado até agora. E, infelizmente para todos os fãs de tênis, colocá-lo fora do circuito pelo resto de 2026.


Jovem de camiseta preta faz expressão surpresa. Ao fundo, mulher com blusa lilás abaixa a cabeça. Grades cinzas no cenário.
Carlos Alcaraz acompanha o irmão Jaime na Caixa Mágica (Foto: Mutua Madrid Open)

José Luis Martínez Romero, especialista em cirurgia ortopédica que dirige a cátedra de Traumatologia Esportiva da Universidade Católica de San Antonio de Múrcia, falou sobre o caso em entrevista à agência espanhola EFE. A lesão de Alcaraz foi diagnosticada como tenossinovite de De Quervain, uma inflamação da membrana sinovial que reveste o tendão do polegar no punho, causando dor, rigidez e limitação de movimento.


"É uma lesão comum entre tenistas e geralmente é causada pelo uso excessivo devido à repetição constante do mesmo movimento. É um problema que se resolve com repouso e tratamento em muitos casos. Nesse sentido, não é algo com que devamos nos preocupar. Mas existem muitos tipos de lesões, e aqui é óbvio que nos falta informação", disse Martínez Romero.


O ponto crítico está no que vem a seguir. "Se for tenossinovite aguda, a recuperação é estimada entre quatro e seis semanas, mas se a lesão for de longa duração e crônica, podemos estar a falar de três a seis meses, o que significaria ter de dar adeus à temporada atual", acrescentou o especialista.


O pior cenário

No cenário mais grave, Martínez Romero não descarta lesão óssea ou ruptura do complexo fibrocartilaginoso triangular, estrutura que une o rádio à ulna e dá estabilidade ao punho, análoga ao menisco dos joelhos. Nesse caso, o caminho seria cirúrgico.


"Neste momento, estamos apenas especulando, mas se não houver lesão no tendão nem degeneração, a recuperação é completa, embora longa. No entanto, complicações podem até obrigar Carlos a mudar sua técnica de golpe", explicou o ortopedista.


A lesão foi confirmada durante o Conde de Godó, em Barcelona, onde Alcaraz se retirou após vencer na estreia. Desde então, o espanhol usa uma férula (tala) protetora no punho direito e já confirmou ausência no Masters 1000 de Roma e em Roland Garros, onde seria defensor do título nas duas competições.


Não é a primeira vez que a temporada de saibro trai Alcaraz. Em 2022, foi a sua primeira ausência forçada no circuito de terra batida. Em 2023, uma lesão no punho o afastou de torneios importantes. Em 2024, o antebraço o tirou de Monte Carlo e Barcelona, e um agravamento em Madri o eliminou de Roma. Em 2025, problemas no isquio e no aductor o deixaram fora do Mutua Madrid Open.


A sequência tem um padrão. O saibro europeu cobra um preço alto de Alcaraz ano após ano. A diferença agora é que, pela primeira vez, um especialista coloca na mesa a possibilidade de a conta ser paga com a temporada inteira.

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