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Quanto vale vencer Roma em 2026: a conta que surpreende quando você compara os dois circuitos

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

O Internazionali BNL d'Italia de 2026 chega com uma das distribuições de premiação mais curiosas do circuito: na chave feminina, quem chegar à final leva mais dinheiro do que o equivalente masculino. Mas a fatia total destinada às mulheres é menor.


Estádio de tênis vazio com quadra de saibro central. Algumas pessoas estão próximas à quadra. Assentos cinzas dominam a cena.
(Foto: Stefano Cappa)

No masculino, o ATP Masters 1000 distribui um total de pouco mais de 8,2 milhões de euros brutos. Já na chave feminina do WTA 1000, o bolo é de 7,2 milhões de euros. Diferença de um milhão. Até aí, nenhuma novidade: a paridade plena no circuito combinado ainda é exceção, não regra. O que chama atenção em Roma 2026 é o que acontece nos extremos da tabela.


A campeã do torneio feminino receberá 1,055 milhão de euros. O campeão masculino, 1,007 milhão. A finalista do WTA leva 549.335 euros; o vice no ATP, 535.585 euros. Ou seja: as duas tenistas que disputarem a decisão sairão com mais dinheiro no bolso do que os dois tenistas que chegarem ao mesmo ponto. A partir das semifinais, a lógica se inverte: homens ganham mais em todas as rodadas anteriores.


O que explica a inversão?

A estrutura de distribuição do WTA em Roma concentra uma fatia proporcionalmente maior nos rounds finais em relação ao total disponível. Com uma bolsa global menor, o torneio optou por compensar no topo: quem for longe no feminino não sentirá a diferença em relação ao masculino, e quem fizer a final até levará vantagem. O custo dessa escolha recai sobre quem sai mais cedo: uma tenista eliminada na primeira rodada em Roma recebe 15.815 euros, contra 21.285 euros de um tenista na mesma situação.


Madrid, etapa anterior do saibro europeu, adotou modelo diferente: em 2026, o total distribuído foi idêntico para ambas as chaves (8,235 milhões de euros) e o prêmio do campeão foi o mesmo nas duas categorias. Roma ainda não chegou lá.


O histórico recente

Homem sorrindo segura troféu de prata ao lado de bandeira da Espanha. Fundo desfocado com público. Atmosfera vitoriosa.
No ano passado, Alcaraz bateu na final Sinner em casa (Foto: Alessandra Tarantino/AP)

A trajetória da premiação feminina em Roma nos dá a dimensão do salto. Em 2025, a italiana Jasmine Paolini recebeu 877.390 euros pela conquista do título feminino em Roma. Carlos Alcaraz, campeão masculino no mesmo ano, levou 985.000 euros. Eram quase 108 mil euros de diferença entre os dois campeões. Em 2026, essa distância desapareceu, e a balança até inclinou para o outro lado.


O Italian Open tem avançado em direção à igualdade de premiação, com aumentos graduais introduzidos nos últimos anos. Em declaração ao site de turismo oficial de Roma, o torneio sinalizou que os valores seguem "um caminho que deve levar à igualdade de premiação". O que 2026 entrega é um passo nessa direção, com uma solução que equilibra os extremos antes de nivelar o centro.


Vale o lembrete: todos os valores são brutos, sem descontos. Impostos e despesas do jogador entram na conta depois.


Mulher sorrindo segura troféu de tênis prateado. Ao fundo, pessoas desfocadas e bandeira verde. Atmosfera de celebração.
Paolini fez a festa da torcida local ao levantar o troféu em Roma 2025 (Foto: Getty Images)

Premiação ATP Masters 1000 Roma 2026 (Masculino)

Campeão: €1.007.165

Finalista: €535.585

Semifinal: €297.550

Quartas de final: €169.375

Oitavas de final: €92.470

3ª Rodada: €54.110

2ª Rodada: €31.585

1ª Rodada: €21.285


Premiação WTA 1000 Roma 2026 (Feminino)

Campeã: €1.055.285

Finalista: €549.335

Semifinal: €289.115

Quartas de final: €150.000

Oitavas de final: €79.510

3ª Rodada: €46.080

2ª Rodada: €25.515

1ª Rodada: €15.815

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