Stefani e Dabrowski chegam à sétima vitória seguida e vão à semi em Wuhan

A paulista Luísa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski derrotaram nesta sexta-feira a estoniana Ingrid Neel e a mexicana Giuliana Olmos por 7/6(4) e 6/4, em 1h27, e estão na semifinal do WTA 1000 de Wuhan, na China.
A passagem pela China segue praticamente sem manchas. Foram cinco vitórias em Pequim, onde a dupla levantou o troféu no domingo passado ao atropelar a tcheca Katerina Siniakova e a chinesa Zhang Shuai por 6/1 e 6/2, e agora duas em Wuhan, onde entraram como cabeças de chave 1. São sete triunfos seguidos. Segunda melhor parceria da temporada, Stefani e Dabrowski estão a duas vitórias de ultrapassar Siniakova e a norte-americana Taylor Townsend e assumir a ponta do ano. Antes da semana em Wuhan, a diferença entre as duas duplas era inferior a 700 pontos, segundo o portal O Hoje. A vaga no WTA Finals já está garantida para ambas.
“Muito especial dividir essa semana com a Gabi. Sempre especial estar aqui em Pequim, finalizamos forte”, disse Stefani depois da final de Pequim, em declaração reproduzida pelo portal Acessa.com.
O primeiro set foi o tipo de parcial que cobra atenção a cada game. Stefani e Dabrowski quebraram logo na abertura, mas devolveram a vantagem em seguida e passaram o resto do set se defendendo: encararam sete break points, perderam só aquele. Curiosamente, a dupla que mais sofreu no saque foi a que saiu na frente no placar. Sem novas quebras, a decisão ficou para o tiebreak, e ali as favoritas foram mais precisas nos pontos que importavam.
O segundo set teve outro roteiro. A brasileira e a canadense abriram 5/1 e administraram a vantagem. Neel e Olmos ainda recuperaram uma quebra no oitavo game, o que serviu apenas para adiar o fim.
Na semifinal, as adversárias serão a espanhola Cristina Bucsa e a norte-americana Nicole Melichar-Martinez, quintas favoritas, que chegaram descansadas: a taiwanesa Su-Wei Hsieh e a letã Jelena Ostapenko desistiram nas quartas e elas avançaram sem entrar em quadra.
O retrospecto recente dá motivo para atenção. Em janeiro, no Australian Open, Stefani e Dabrowski venceram Bucsa e Melichar-Martinez por 6/4 e 6/3, de acordo com os registros da ESPN. Em março, nas quartas de final de Indian Wells, a história foi outra: a espanhola e a norte-americana ganharam por 7/6(3), 3/6 e 10-8. A brasileira e a canadense chegaram àquele jogo com uma sequência de sete vitórias, como registrou o Estadão na época. O número se repete agora. A adversária também.
O título em Pequim foi o quinto de Stefani e Dabrowski em 2026, depois do WTA 1000 de Dubai, do WTA 500 de Estrasburgo e dos WTA 250 de Eastbourne e do SP Open. Na conta ainda entram o vice em Wimbledon e a semifinal do US Open. Com o resultado, a paulista de 29 anos já superou os quatro títulos que havia conquistado em 2025 ao lado da húngara Timea Babos, com quem foi vice-campeã do WTA Finals no ano passado.
Número 3 do mundo nas duplas, Stefani chegou ao 18º título no circuito da WTA, em sua 28ª final, conforme o Estadão. Dabrowski, quinta do ranking, soma 25 títulos na carreira, segundo a The Canadian Press. Juntas, já são sete conquistas.
Depois de Wuhan, a parceria segue para o WTA 500 de Tóquio. Na sequência vem o WTA Finals, que reúne as oito melhores duplas do ano entre 8 e 15 de novembro. O palco é Indian Wells, justamente onde Bucsa e Melichar-Martinez interromperam a primeira sequência de sete vitórias.
Pigossi em mais uma final com Cavalle-Reimers
Parceira de Stefani no bronze olímpico de Tóquio 2020, a também paulista Laura Pigossi vive nas duplas os melhores resultados de sua temporada. Aos 32 anos, ela está na final do WTA 125 de Mallorca, no saibro espanhol.
Ao lado da anfitriã Yvonne Cavalle-Reimers, Pigossi virou contra as convidadas alemãs Noma Noha Akugue e Joelle Steur: 4/6, 6/4 e 11-9. Cabeças de chave 1, brasileira e espanhola começaram atrás em uma partida cheia de quebras, empataram no sexto game e perderam o saque quando sacavam com 4/5. No segundo set, tomaram o serviço das rivais três vezes. O match-tiebreak foi uma escalada: estiveram atrás por 1-3, 3-4 e 6-7, até disparar e fechar no terceiro match point.

As rivais na decisão saem do duelo entre as cabeças 2, a croata Lucija Bagaric e a italiana Angelica Moratelli, e a romena Dana Gavrila e a grega Sapfo Sakellaridi.
Será a terceira final de Pigossi e Cavalle-Reimers em 2026. As duas anteriores, em julho, terminaram com o vice: em Contrexéville, na França, perderam para a francesa Estelle Cascino e a argentina Nicole Fossa Huergo por 7/6(3), 2/6 e 10-6; em Kitzbühel, na Áustria, para a britânica Alicia Barnett e a francesa Elixane Lechemia por 6/4 e 6/3, segundo a WTA.
Com os 32 pontos já garantidos na semana, Pigossi sobe três posições e pode voltar ao 87º lugar do ranking de duplas. O título a levaria ao 85º, perto de seu recorde pessoal, o 79º. A paulista tem 48 títulos de duplas na carreira, quatro deles em nível 125, o mais recente em Istambul neste ano. Em 2026, também foi campeã no W75 de Vacaria.
Bohrer decide título na Sardenha
A catarinense Carolina Bohrer está na final do W25 de Santa Margherita di Pula, no saibro italiano, torneio com US$ 30 mil em premiação. Com a egípcia Yasmin Ezzat, ela despachou as italianas Lavinia Luciano e Matilde Mariani na semifinal por 6/2 e 6/1.
A decisão reúne as duas principais cabeças de chave. Do outro lado estarão a sueca Nellie Wallberg e a letã Beatrise Zeltina, que avançaram com apenas dois games disputados contra a sérvia Natalija Senic e a uzbeque Laime Cladson.
Aos 19 anos, Bohrer tem um único título de duplas no circuito profissional, conquistado no início da temporada no W15 de Palm Coast, nos Estados Unidos. Atual 499ª do ranking da especialidade, pode se aproximar do 410º posto se vencer a final. Natural de Florianópolis e radicada nos Estados Unidos, ela também conquistou em agosto seu primeiro título profissional de simples, no W15 de Campos do Jordão, ao bater Luiza Fullana na final, segundo o site Tennis Tour Talk.
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